Erika G.

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Um dos grandes terrores quando se começa uma web, ou basicamente qualquer trabalho artístico é a tão assombrosa crítica. E não são poucos os que paralisam completamente, nunca dando a chance de ter suas obras expostas ao público, apenas pela leve chance de algum dia, oh meu deus, alguém não achar tão bom assim. E mesmo os que conseguem juntar coragem para o fazê-lo, se não xingam quem os avalia, soltam a famosa frase em sua defesa: "porque não faz melhor?". Mas é claro ver que ambos estão agindo pelo mesmo sentimento: medo. De que afinal? Alguns podem perguntar. Mas este é o problema! Ninguém nunca se perguntou. Bem, mas como esta série trata-se exclusivamente das minhas experiências, vou explanar para vocês tudo o que compreendi nessa minha jornada sobre esta ameaça tão presente na vida dos autores e como aprendi a lidar com ela.

De fato, ouvir frases negativas não é nada fácil. Algo como um sentimento faltante e desequilibrador nos abate, fazendo-nos sentir menores ou defeituosos. Mas aí é que está a questão: sabemos que somos imperfeitos e o quanto nos é dito para aceitarmos e até amarmos estas características "incorretas" em nós. Acontece que nem sempre foi assim, houve um tempo em que nos disseram que sim eramos perfeitos e que tudo o que fazíamos era lindo e correto. O tempo da infância. E quem estava dizendo isso não era nada mais nada menos que nossos pais, o seres que supostamente mais amamos e confiamos, portanto, cremos em suas palavras. A partir daí, é que começamos a ligar o amor deles ao fato de não termos defeitos. Ou seja, se um dia eu cometer algum erro ou for considerado minimamente defeituoso, não serei amado.

E é claro que isso, assim como todas as razões humanas, ficam no subconsciente, lugar da mente onde não nos damos conta do porque fazemos ou sentimos certas coisas. E também é evidente que o mesmo pode não ocorrer para todos, ou alguns em maior escala do que outros. Quem não conhece aquela amigo perfeccionista demais? Que não pode ver nada fora do lugar? Pois é!

E assim como muitos, minha auto estima estava muito ligada ao que falavam de mim. Morria de medo de qualquer pensamento sobre mim que parecesse levemente negativo. Assim eu sempre omitia minha opinião com medo de desagradar as outras pessoas, quando não fazia tudo que podia para agradá-las. E junte tudo isso a um blog no começo e uma escritora insegura e temos o resultado para o que foi apresentado no primeiro episódio: uma louca correndo atrás de aprovação kkkk.

Portanto, podem imaginar que meu primeiro contato com uma opinião divergente não foi nada promissor! No começo, ficamos na defensiva, tentando provar por A mais B de que não erramos. Logo, uma raiva por aquela pessoa nos invade. "O que ela sabe, afinal?". No meu caso, foi minha primeira leitora. Motivo? Ela me apontou um simples erro de português. Sim, e eu fiz todo esse barraco! kkkk Que patético! Mas acontece que não faz diferença o tamanho do escorregão. Qualquer erro é inadmissível para quem é tão rígido consigo mesmo. E assim, qualquer palavra dita a mim que não me parecesse satisfatória já era motivo para desespero! E lá se vai a Érika arrogante a quem nem Shakespeare chega aos pés, terminar seu web com orgulho, como sendo a nona maravilha do mundo! 

Até que um belo dia, algum tempo depois, resolvi a ler novamente. E meu Deus, como encontrei erros. Erros patéticos, que saltavam aos olhos! E devo dizer, se fosse a Erika G. ao lê-la hoje, com certeza lhe daria um 1.0 fácil! A escrita era infantil, a narrativa primária e os personagens não tinham qualquer profundidade. Foi então que percebi que muitas vezes estamos tão entusiasmados e cheios de amor por nossa ideia que ficamos completamente cegos! E que a única forma muitas vezes de encontrar a saída neste estado era pedir a ajuda de alguém. A crítica enfim, nada mais era que um cão guia! No entanto, eu ainda a abominava! Mas após me perguntar o porque e obter a resposta explicada acima, percebi que o verdadeiro motivo era que não queria admitir de maneira nenhuma que pudesse haver erros em mim!

Desta forma, disse a mim mesma que eu não era perfeita, e nem precisava ser para que alguém me valorizasse. E embora, difícil, me convenci em aceitar este meu estado incompleto. Somos seres em constante evolução. E esta é a graça da vida. E se eu não tivesse cedido ao fato de minha trama não ser tão boa assim, ela nunca teria sido reescrita e não me orgulharia dela agora. E creio que este é o ponto crucial que separa um amador de um verdadeiro e nato escritor: quando colocados na situação entre seu ego e sua obra, o escritor verdadeiro preferirá por admitir que cometeu um deslize do que sacrificar sua escrita.

Descobri por fim, que a chave para enfrentar a crítica é perder o medo de ser humano, de errar, de se dar a oportunidade da tentativa e erro. Viver, enfim! Ao invés de encarar o desvio como uma abominação, vê-lo como consequência de estar procurando o caminho certo! 

Não vou posar aqui como aquela que nos dias atuais ouve análises negativas com um sorriso no rosto. Não. Mas com certeza não a veja mais como inimiga. Ouço, pondero para ver se ela está certa (ah, é sempre bom perguntar pra mais de um pessoa), e depois paro e penso como posso fazer para mudar. Por exemplo, há um tempo atrás entreguei um texto meu para uma amiga ler e acontece que a reação dela não foi nada como eu achei que seria. Ela não se empolgou, não foi conquistada pelos personagens, nada! Realmente um banho de água fria nesta escritora aqui kkk. Bom, eu poderia ficar chocada, como nos primeiros instantes fiquei, mas logo mandá-la à merda! Porém, confiando de que ela só quer o meu bem e estava sendo sincera, li outra vez. E quer saber? Ela tinha razão! 

Viram? Quando olhamos para o contraditório como uma forma de nos orientar para o que é certo, aceitando que os erros não nos fazem menores, é quando a crítica perde a força temerosa! E de tão amiga, vira aliada. Pois hoje, quem é a crítica sou eu. Terá sido uma forma de me vingar? Bom, quem sabe. Como disse anteriormente, os processos da mente nem sempre são explicados haha! 

É isso aí meus queridos weblovers! Gostaram do artigo? Podem ser sinceros, eu aguento kkk. Beijoo e bye bye! 






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  • Notas
1.     Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2.    Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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Muitos tem que concordar que o maior inimigo dos escritores de web não são os haters, as baixas visualizações e muito menos os desafios evidentes de se criar uma boa história. Não. Não mesmo! É a PREGUIÇA!!! Sim, senhoras e senhores, por mais que eu saiba que agora todos os autores lendo estejam querendo correr e esconderem-se embaixo das mesas ou de suas desculpas, não posso deixar de evidenciar esse problema tão grande em nosso meio. É só dar uma rodadinha nos sites de fanfics e web novelas, coisa que faço sempre, para encontrar as famosas "web fantasmas". São milhares de páginas e mais páginas de obras inacabadas, algumas, com um capítulo só! Fica claro então, o imenso dilema que temos em mão!

E alguns, como citei acima, podem querer se proteger alegando as dificuldades de realizar uma trama bem feita. De fato, não é nada fácil, no entanto, quando vemos os nível dos trabalhos sendo feitos, vemos que a autor não estava nem um pouco preocupado com qualidade. Sendo assim, a única coisa que o impediu de continuar foi a famosa vontade de fazer outra coisa. 

E gente, longe de mim, querer julgar alguém. Pois, acreditem ou não, eu era a "RAINHA DA PREGUIÇA" haha. Odiava fazer qualquer coisa que me exigisse focar, pensar ou me esforçar. Óbvio que no começo, eu me jogava à frente do computador com todo o gás, mas quem já não se sentiu assim? Você está com aquela vontade vicerante de ver tudo pronto e não pode esperar, então passa horas e horas escrevendo e nem se cansa! Porém, com o tempo, a criatividade vai baixando e exigindo que você pare para analisar as coisas mais a fundo, que você se esforce um pouco mais. Frustrado, empaca não conseguindo ver saída, outras coisas na vida cotidiana vão ganhando mais espaço, escola, trabalho, vão enchendo-nos de responsabilidades, e de repente, quando percebemos, nossos leitores estão perguntando há dois meses quando vamos voltar com os capítulos. Conheci uma fanfic muito boa, com muitas seguidoras, em que as autoras deixaram os problemas pessoais atrapalharem sua escrita. E acabou que a história ficou abandonada, deixando todos extremamente decepcionados e furiosos. 

E quantas não são as coisas que deixamos pela metade? Eu mesma, tenho vários cadernos e mais cadernos de coisas que comecei e deixei por terminar. The reason seria assim. No primeiro episódio, contei sobre as duas semanas inteiras que fiquei sem postar absolutamente nada e não queria voltar de jeito nenhum, não fosse uma leitora ter aberto meus olhos. Mas mesmo assim, literalmente me arrastava para cumprir com meu compromisso todos os dias. No entanto, foi nessa época mesmo que me dei conta de uma coisa: no início damos tudo de nós porque nos sentimos extremamente motivados, e logo paramos porque nos sentimos extremamente desmotivados. Percebi, então, que eu estava sendo guiada pelo o que eu sentia. O sentimento ditava as regras e não eu. 

A partir daí, vendo o dever a minha frente, tomei a decisão de que, não importando o que eu sentisse, iria fazer do mesmo jeito. E não foram poucas as vezes em que preferia estar fazendo TUDO menos escrever, todavia, lá estava eu sempre. E alguns podem dizer: "mas Érika, e aquela filosofia que sempre nos foi ensinada "faça o que você sente"...  "siga seu coração" ? "... Sim, crescemos ouvindo isso, não é mesmo? Eu sempre acreditei nisso também. Mas pense em tudo o que você deixou de realizar por causa dela. E aí me recordo daquela versículo da bíblia: "Enganoso é o coração...". (Jeremias 17:9). E de fato, descobri que ele é mesmo mentiroso. Pois sempre depois que me obrigava a escrever, no meio do processo, me pegava animada de novo, e aquela excitação voltando novamente. Entendi enfim, que NÓS é que devemos decidir qual será nossa ação e assim, nosso sentimento nos seguirá, e não o contrário. Sou dona do que sinto. Simples assim.

Hoje tenho um método muito simples que uso não só para escrita, como para tudo em minha vida, e só necessita que você faça, acima e apesar de tudo, o que você DEVE fazer. Todos os dias eu acordo já tendo em minha mente as atividades a serem concretizadas, dedico a elas então em minha "agenda mental" haha, um esquema de horas. Dependendo da tarefa, um tempo maior ou menor. E durante aquele momento, não penso, sinto ou faço qualquer coisa que não seja relacionada aquilo. Somente coloco uma playlist boa e me entrego. É claro que as sensações de cansaço, as distrações, aparecem, mas eu simplesmente penso: eu só tenho que me focar durante esse tempo, depois, poderei fazer tudo, mas durante este tempo, é isso que vou realizar. 

Veja, um erro muito grande dos autores é, sendo movido pelo o que sente, ao sentir a obsessão maluca dos primeiros dias, virar o Machado de Assis. Porém, isso irá te enjoar muito mais rapidamente. Ao invés, tenha equilíbrio, e dedique um tempo, mesmo curto, que você consiga manter com mais frequência. Só posso dizer, que absolutamente tudo em minha vida mudou depois do que aprendi. Hoje, não deixo mais as coisas inacabadas e constato orgulhosa o fruto do meu trabalho. Não teria "ADOROWEB" se não fosse isso. Então, podem fazer ideia do quanto me sinto grata por isso. 

Então, meus amados leitores, a preguiça irá embora? Nunca, temo dizer. Vejo-a todos os dias quando encaro as minhas tarefas rotineiras. Mas é verdade também que ela se tornará insignificante perante a nossa vontade. Diferente de Jaiminho que se sentava para evitar a fatiga, nós sabemos que ela virá. Mas se tem algo que nunca irá se cansar no verdadeiro escritor é o desejo de escrever boas histórias. 



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1.     Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2.     Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.

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No último episódio, contei como foi o começo da minha embrenhada como escritora. E utilizo a palavra "embrenhada" com todas as letras, pois, como expliquei, nunca foi minha intenção utilizar a escrita para expressar minha imaginação. No entanto, como citei em um artigo anterior, sempre sabemos quando demonstramos algum princípio de talento para alguma coisa, um tipo de vantagem que parece que nem todo mundo ao seu lado tem. No meu caso, na segunda série, já escrevia redações de quatro páginas! Deixando a professora completamente boque aberta haha. Crucial para isso, acredito, foi meu grande hábito de ler, criado pela minha mãe. Adorava ir à biblioteca e me deliciar lendo vários livros de uma vez.

Porém, com o tempo fui me esquecendo disso e realmente cheguei a pensar que a narrativa devia ficar exclusivamente para a escola, me dedicando ao desenho. Fazia vários quadrinhos cheios de histórinhas. E não se enganem, os traços eram sofríveis kkkk. Hoje, faço razoavelmente bem, mas mesmo assim, nada se comparado a um exímio desenhista. No entanto, vendo ser impossível realizar minha primeira novela, "The Reason", em imagens, me propus a publicá-la na internet. Criei o blog, minha irmã fez o design. Estava animada e confiante. Até o momento que me pus em frente ao notebook pela primeira vez. E de repente, com aquela folha em branco me encarando, percebi: EU NÃO SABIA ESCREVER UMA HISTÓRIA!

Acontece que eu não tinha ideia de como construir uma narração, pois em quadrinhos você somente tem que desenhar o cenário, o personagem e adicionar a fala, certo? Mas quando se trata de uma trama é preciso criar ambientação, emoção, detalhes, e todas essas coisas que eu não fazia ideia! Resultado? Os primeiros capítulos ficaram um desastre! Claro que quando o escrevi achei que havia ficado um máximo. Já tiveram essa experiência? Você escreve algo totalmente inspirado, olha para tudo confiante e pensa até que nem Shakespeare escreveria obra tão magnífica! Vai dormir contente. E quando acorda, ao ler novamente, não consegue segurar a pergunta: Que M* eu estava pensando?? Pois é! Foi exatamente essa minha reação ao ler tempos depois!

Eu não incluía onde estava acontecendo a cena, volta e meia me esquecia de adicionar detalhes importantíssimos, e repetia muuuito as palavras! Sério, admiro a paciência de quem leu a versão antiga de "The Reason" porque me cansa só de olhar! kkkk. Sem falar, no quanto o texto todo soava infantil! Eram como se meus personagens fossem robôs. Eu não desenvolvia suas intenções, sentimentos, eles simplesmente faziam e diziam coisas e pouco me preocupava com desenvolvimento de personalidade (Afinal, o que era isso mesmo? kkk). E acabava que não conseguia atrair o carisma do leitor. Para se ter uma noção, nem as cores do blog eu sabia quais deviam ser. Geralmente se escolhe cores claras, para não cansar a visão, certo? Pois, eu, muito estilosa, meti logo um preto e vermelho com uma letra branca super clara! Meu Deus, aposto que ainda vão me prender culpada de ter levado um bando de gente ao oftalmologista!

Com o tempo, porém, e principalmente, quando perdi a referência dos capítulos que eu já havia desenhado, comecei a me desenvolver mais. Passei a perceber a importância de situar mais as emoções dos personagens e adicionei mais peso à eles. Também, busquei palavras diferentes e sinônimos, o que me ajudou muito a diversificar o texto. Foi nítido, depois, a diferença do começo para o final! O engraçado, é que quando iniciei a trama, eu tinha 15 anos e quando a terminei 18. E lendo a web você pode perceber o quanto ela vai ficando mais séria com o passar do tempo. Pois acompanhou minha mente que já estava amadurecendo.

No fim, pude ver que não só a escrita era o método mais produtivo de me expressar, como que eu tinha uma aptidão incrível para ela. Penso então, que era por isso que ao desenhar, sempre me enjoava em um momento. Mas da escrita eu nunca me canso. E tive que dizer a mim mesma que eu não havia nascido para os traços. Mas tinha nascido para as letras! Por isso sempre digo: devemos buscar crescer não naquilo que "queremos", mas naquilo que Deus já nos concedeu, com os dons que nos presenteou. Quando gastamos nossas energias com algo que não fomos chamados a fazer, damos em ponta de faca! Nos frustramos, ficamos à beira do caminho. Todavia, sempre que respondemos a evocação, encontramos coisas raras dentro de nós, únicas e preciosas.

Tudo isso me ensinou, que sim, sei escrever. O que começou como a última alternativa, tornou-se a revelação de algo que sempre pediu para brilhar em mim, mas era mantido escondido, empoeirado. E se posso fazer um apelo, seria este: não deixe seus verdadeiros dons ganharem poeira. Você tem muito ainda a aprender, com certeza. Como eu tinha que evoluir e muito! Mas ao invés de isso significar um erro, pelo contrário, só mostra que está no caminho certo, pois a prova mesmo de que somos diamantes, é termos que ser lapidados! 

Então é isso gente, fiquem ligadinhos para o próximo episódio! Beijoo e bye bye.





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1.     Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2.     Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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Ser uma crítica não é nada fácil. Volta e meia somos chamados de arrogantes, prepotentes, metidos a saber de tudo ou caçadores de atenção. Nenhum destes rótulos jamais me incomodou, pois sendo uma conservadora na essência, nada que não seja a verdade consegue me chamar a atenção. Porém, há algo que me chateia um pouco: a crença de que somos perfeitos. E não Ã© somente por não ser real, mas por ser crido muitas vezes por pessoas que gostam do que fazemos. Eu sei que quando vemos alguém apontar os erros e defeitos de algo logo pensamos que pra estar fazendo ela não deva nunca ter cometido nenhuma destas coisas ou errado pouquíssimas vezes. O que não poderia estar milhas e milhas da verdade! Pensando nisso então, resolvi fazer uma pequena série em que vou buscar trazer todos os meus tropeços, erros, micos e bobagens que cometi e continuo cometendo até hoje e também minhas dicas e truques secretos imperdíveis para quem está começando. Espero assim provar que todos temos capacidade, conquanto nos esforcemos para isso e que nunca Ã© tarde demais para aprender!

Assim como muitos também comecei sem fazer ideia de como se escrevia uma história. Para a surpresa de alguns, a narrativa nunca foi minha primeira opção de como expressar minhas ideias, e sim, os quadrinhos. (Sim, eu desenho. E não, não Ã© maravilhosamente bem, mas é razoável ; ) ). Acontece que colocar em imagens 136 capítulos se transformou em um enorme e exaustivo trabalho. E acabei desistindo com poucos feitos. Até que um dia conheci as chamadas, "web novelas" e decidi criar um blog para publicar minha trama.

No começo foi um grande desafio, afinal, colocar a cara a tapa para todos avaliarem seu trabalho assusta qualquer um. "E se não gostarem?". "E se rirem de mim?". "E se ninguém acessar?". Perguntas como essa me perturbavam. O que fiz então? O que qualquer blogueira desesperada por acessos faria: comecei a comentar em vários blogs afim de que visitassem o meu. Sério, eram vários! De todos os tipos, sobre todos os assuntos, livros, roupas, viagens... Até um de comida eu visitei kkkk. Às vezes, não fazia ideia do que estava falando o post e só comentava "amei" ou uma frase neutra. No começo deu certo. Consegui visitas, comentários e bastante seguidores. Mas o que eu iria descobrir mais tarde era a eterna sentença: quantidade não significa qualidade.

Minha esperança era de que viessem por outros motivos, mas que, encantando-se pela história, a lessem. Porem, só o que recebia era: "Obrigada pela visita, adorei seu blog.". "Lindo seu blog, volto pra ler depois", "Nunca tinha visto esse filme. Legal!", "Participa do meu sorteio?"... Enfim, constatei que mesmo depois de tanto trabalho ainda não havia conquistado um leitor sequer para minha trama. Pensar em desistir? Foram ideias correntes em minha mente todos os dias em que literalmente me arrastava para escrever um capitulo. Afinal, para quem eu estava escrevendo? Com certeza se eu parasse ninguém ia sentir falta, certo?

Até que refletindo, me lembrei de uma leitora. Ela ficara sabendo do meu blog logo no começo pela minha irmã e quase nunca comentava, no entanto, eu sabia que ela lia todos os dias. Em meio ao meu desanimo, ficara duas semanas sem escrever e sinceramente não sentia vontade nenhuma de voltar. Até que minha irmã me falou que esta garota havia reclamado com ela sobre a ausência de capítulos, pois ela entrava todos os dias procurando uma atualização e não encontrava. Ela fez um apelo então pra que eu voltasse. E de repente, aquilo me tocou de uma maneira incrível. O que eu estava fazendo afinal? Eu estava tão obcecada com números, visualizações, seguidores, que não percebi que em todo esse momento a única pessoa a quem eu devia ter me dedicado era a essa leitora, que todos os dias, religiosamente, buscava ler minha web. A partir daí então, foi que parei de me focar no que poderia ter, mas sim, no que eu já havia alcançado.

Todas as tardes então, com vontade ou sem, me colocava a frente do computador e escrevia. E com o tempo, passei a entender que o que importava era que a minha ideia estava sendo realizada, pronta. Em algum lugar eu poderia sempre encontrá-la, feita. E quem sabe quantas pessoas não a conheceriam. Pode ser que muito poucas, mas, fechada em uma gaveta, nem essa chance eu teria! Enfim, terminei a novela e eis que um tempo depois ela foi lida por uma outra leitora que a adorou e me convidou para reprisa-la em um site de webs!

O que pude aprender com tudo isso Ã© que muitas vezes queremos chegar ao topo sem entender que o começo tem tanto pra nos ensinar! Hoje valorizo cada pessoa que lê o que faço e francamente não me preocupo muito com isso. Escrevo com meu coração e verdade, pois sei que as pessoas certas serão atraídas para isso. Os leitores mais fiéis não são aqueles atraídos por moeda de troca ou interesses pessoais e sim porque gostam da nossa história. E isto não tem preço!

É isso gente, fiquem ligados nos próximos episódios pra não perder nenhum, hein! Beijoo e bye bye! 





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2.     Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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  • Este blog foi criado pela ânsia de uma garota cheia de ideias em busca de expressar seus pensamentos.

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