Erika G.

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Meus weblovers, como vão vocês? Estou curiosa para saber como está o clima nos outros lados do Brasil porque aqui em Sp mais parece que fomos presos em uma experimentação maluca onde um dia é a antártica e no outro o saara; Eu até imagino a Maju dando essa previsão: “E aqui nesta faixa veremos altas temperaturas, seguidas por rajadas de vento e tempestades de areia... Neva à tarde...”. Bom, mas pelo menos nesta coluna aqui, o clima não muda e é o de mais uma crítica incrível. Bora lá?

Porém, já começo a me arrepender disso...

Autor(a): Ivette
Ano: 2018
Sabe aquela sensação horrível quando comemos algo estragado? Ele tem um gosto péssimo e depois fica por horas e horas batendo no seu estômago como uma pedra gigante? Pois é, é assim que posso resumir essa história.

Seguimos o drama, não, comecei errado, afinal, nesta história não há drama nenhum; Seguimos Ângela, nossa protagonista que... Bem, vamos pular essa parte também, porque ela não tem personalidade nenhuma pra contar... Eis que ela está no shopping comprando com as amigas quando resolve bullynar uma colega porque... Bem, pulemos isso também (Mais um pulo e vou ter que pedir ajuda aos universitários...). Até que o pai dela fica triste com ela e ela resolve mudar suas atitudes. Mas o que isso tem a ver com o resto é o que não sei, porque logo mudamos o foco completamente, aliás, se acostumem porque nada aqui terá relação com nada.

O fato principal é que de repente ela encontra o seu verdadeiro amor: Felipe. E a cena do esbarrão seguida da paixão instantânea que não poderia ser mais esquizofrênica ainda é presenteada com um pedido de namoro. Ângela fica muito feliz, é claro.

Ângela(no telefone): Pai?Eu estou demorando porque eu fui na loja de roupas,antes de entrar eu quase caí e quem me salvou foi o Felipe,a gente teve uma troca de olhares,depois comprei várias roupas e depois de sair da loja fui com o Felipe para a praça. Ele tá aqui do meu lado,abraçado. Sabe o que aconteceu? Ele me pediu em namoro e aceitei! Depois vou apresentar ele a você. Tchau.

Mas até aí, tudo bem. E este é EXATAMENTE O PROBLEMA! Afinal, que a história é fora da casinha já percebemos, mas alguém pode me responder só uma coisinha? O que demônios está acontecendo nesta trama? Pelas minhas contas, a protagonista fez compras, bullynou uma menina, sem qualquer motivo, se arrependeu, sem qualquer motivo e encontrou um namorado. Quer dizer, cadê o conflito? Cadê o obstáculo? E mais importante, porque eu deveria me importar com qualquer coisa que acontece?

Sem contar na trama paralela que só posso dizer que ganha de todas as que já li em termos de inutilidade, sério, até o sms depois da invenção do whatapp tem mais função que esta trama, o orkut tem mais função que esta trama! Osvaldo vive bem com sua esposa, Alice quando descobre que está com diabetes, ui, e não só isso, mas seu irmão, Alfredo é apaixonado por sua mulher. E então você pensa: Érika, está aí o problema central! Só que nada, nunca, EVER acontece! Osvaldo nunca descobre sobre essa paixão e nem Alice, Alfredo jamais tenta qualquer coisa e tudo fica na completa e perfeita paz o tempo todo! (Como estaria a vida do Whindersson se o Vitão tivesse feito o mesmo) Tudo, e eu não exagero quando digo tudo que ocorre aqui é Osvaldo passando mal de novo e de novo, caindo mais que o neymar em campo, não para ganhar melhor do mundo, mas de trama mais inócua do planeta!

Assim, estamos quase chegando na metade da história e não fazemos ideia do que estamos lendo, até que a autora surge com mais uma brilhante solução: Felipe apresenta Ângela ao irmão e temos a amostra do que será o enredo daqui para frente nesta fala do mesmo um segundo, e eu não brinco, um SEGUNDO depois de conhecer a garota: 


Ricardo(pensando): Eu ainda vou pegar essa garota. Ela vai ser minha,e não sua,Felipe! Vou aproveitar que daqui a pouco o meu irmãozinho sai,para eu tentar beijar a Ângela


Porém, se isso não soa “narrativa feita por um esbarrão no teclado” o bastante, pode ficar pior. Ricardo encontra uma ex namorada e o primeiro diálogo é literalmente esse.


- Que bom que você voltou. Quer se unir comigo pra destruir um relacionamento aí, e possivelmente ir pra cadeia por sequestro ou roubo?

- Bora!


A infantilidade dos diálogos é inacreditável; Essa é a discussão de Felipe e Ricardo quando o primeiro o pega beijando sua namorada.


Felipe: Porque você tentou beijar a Ângela?
Ricardo: Porque eu gosto dela.
Felipe: E pra gostar dela precisa fazer isso?

Ou nesta emocionante frase de impacto, dita por um irmão decepcionado:


Felipe: EU TE ODEIO,SEU MALDITO! EU NUNCA VOU DEIXAR QUE A ÂNGELA SE SEPARE DE MIM! EU ME ARREPENDO DE TE TER TIDO COMO IRMÃO!


Mais capítulos dos vilões tentando separar o casal, cujo o leitor não poderia se importar menos, sem levar a nada, Osvaldo caindo de novo, garota que é morta e escondida embaixo da cama, Osvaldo e Alice descobrindo gravidez que, novamente, ninguém se importa, uma tentativa de roubo e encerramos essa linda obra prima que nunca nos dá razões para existir.

Enfim, eu não tenho sequer palavras para explicar isso; Esse nível de despreparo, de qualquer senso; Eu não sei se eu escreveria algo assim aos 10 anos, eu nem sei se eu escreveria assim antes de aprender a escrever! Ler esta história é realmente como provar um veneno; ainda sinto seu gosto em minha boca, e não é nem um pouco doce!




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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.

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Heloo, meus weblovers! Como vão vocês? Com saudade dessa coluninha aqui? É, pois é, eu nem vou tentar me retratar do meu sumiço, porque isso tá mais batido que usar uma referência da cultura POP novamente, então, meu plano hoje é ir direto ao assunto antes que vocês comecem a acender as tochas.

Mas, sinto dizer que isso também não será possível. Sabe aquela cena em todo filme de terror, na qual o personagem encontra algo tão aterrorizante, bizarro e terrível que ele não consegue sequer falar, mas apenas ficar parado, encarando? Bem, foi exatamente assim que me senti ao ler esta história.

Autor(a): Igor Gonçalves
Ano: 2018
Eu sequer consigo descrever a experiência de presenciar o que nem posso classificar como história, mas um acontecimento da natureza. Tudo, e quando digo tudo é TUDO MESMO, o que ocorre é tão bizarro, não pelo o que acontece em si, mas por nada ter conexão com coisa alguma que me vi sem palavras durante todo o processo, mas senti que minha mente tinha sido sugada para um túnel giratório que girava e girava para depois de tudo ser lançada sem dó no aterro sanitário.

Decidi então que só podia entregar pra vocês minha verdadeira experiência se a mostrasse ao vivo e a cores. Sendo assim, hoje farei uma espécie de reação á esta trama, na qual vocês terão acesso aos meus pensamentos e viverão comigo essa entrada no hall do inferno. Assim, segura a mão da tia que a viagem começa agora!


Cena 1/Mansão de Isadora Fellipo

Eloiza: Isadora minha irmã qurida, você poderia me emprestar 500 reais.

Isadora: Tenho agora não.

Eloiza: Mora nessa casa enorme e não tem 500 reais. Vc e pão duro.

Isadora: Você mora aqui de favor e ainda fala essa merda. Eu tenho vontade de jogar suas malas pela janela.



Tá, temos pelo visto duas irmãs, mas porque Eloiza está pedindo 500 reais? Se as duas moram na mesma mansão não faria sentido que elas tivessem o mesmo padrão de vida? E se não tem, porque?

Bom, espero que a narrativa nos conte mais tarde...


Eloiza: Eu vou pro meu emprego. Quem sabe lá eu ganho mais.

Eloiza vai pro seu emprego. Uma empresa de notebooks.

Cena 2/ Notebooks & CIA


Ela mora em uma MANSÃO e trabalha em uma empresa de notebooks? Gente, vilã nada, essa é a pessoa mais humilde que já andou na terra, isso sim!

Aliás, “Notebooks e cia”? Eu não vi um nome tão óbvio desde a versão brasileira da cerveja johnnie walker, “joão andante”!

E aqui entra a outra grande personagem desta trama, Maíra. E prepara-se para ser cativado pela personalidade desta mulher, apresentada nesse diálogo de introdução...


Maíra: Hugo hoje é meu primeiro dia de trabalho. Me deseje boa sorte.

Hugo: Boa sorte Maíra.

Rodrigo: Boa sorte mãe.

Maíra: Obrigado Rodrigo. Ixe tô atrazada.


:?

Mas o destino tem suas artimanhas e eis que juntará essas duas mulheres em um emcontro épico, do qual resultará uma grande rivalidade!


Cena 4/ Notebooks & CIA

Maíra: Bom dia: Meu nome é Maira. Sou a nova técnica.

Flavio: Bem, já pode começar.

Eloiza: Quem é essa fulana? Será que tá aqui pra roubar meu emprego?


Cena 7/ Notebooks & companhia

Flavio: Maíra seu trabalho está excelente.

Maíra: Obrigado. Bom, tá na minha hora. Até amanhã.


Eloíza: Essa fulaninha acha que é gente - pensa Eloiza.

Flavio: Eu queria falar com você Eloiza.

Eloiza: Pode falar. Quer me demitir?

Flávio: Acertou. Você não chega na hora certa, não trata bem os clientes. Não dá pra continuar.

Eloiza: Culpa da fulaninha.

Flavio: Ela veio pra te substituir. Aqui seu dinheiro.

Flavio dá o dinheiro pra Eloiza.

Eloiza: Eu vou me vingar dessa putinha.

Continua...


Pisco os olhos várias vezes, pois devo estar delirando... Quer dizer, que é isso? Não, não pode ser... 
A trama central não é... sobre isso, é?

ÉÉÉÉÉ?


Eloiza: Táxi, segue aquele carro.

O taxi segue o carro de Maira.

Eloiza: Aqui deve ser a casa daquela piranha...

Eloiza: Eu preciso dar um jeito de me aproximar dessa familia...



Não... Não é possível...


Cena 9/ casa de Maíra e Hugo

Maíra: Tão tocando interfone. Vou la atender.

Eloiza: Oi. Meu nome é Eloiza. Vocês estão precisando de empregada?

Maíra: Bem, se for barata eu quero sim.

Eloiza: Achou a pessoa certa. Minha faxina é 80.


Sim! Nós estamos lendo isso, caro leitor, não se trata de um sonho, nem um devaneio, este é o lugar em que estamos neste momento:

Estamos prestes a ver a batalha épica travada entre duas mulheres para ver quem será a técnica da notebooks e cia! Palmas, senhores e senhores, pois essa conseguiu: esse é realmente o enredo mais idiota criado desde “Rubber, o pneu assassino”!

Bom... mas já que adentramos à essa dimensão paralela, veremos ao menos qual será o grande plano da malvadona...

Cena 1/rua

Eloiza: Alô Carol?...

Eloiza: Tava precisando dos seus serviços.

Cena 4/bar


Eloiza: Então Carol, eu tô interessada num homem e quero me vingar da mulher dele.


Eloiza: Eu vou me infiltrar na casa dela como empregada. E depois...

Carol: E depois?

Eloiza: E depois você atropela ela.


Como??

Mas o que o C# tem a ver com as calça?? Se ela quer se livrar tanto dessa mulher, porque não atropela logo? E ela quer o marido da Maíra? O cara que ela viu pela janela por 5 segundos?

Esse enredo consegue surpreender cada vez mais...

Seguimos...


Ao abrir a porta eles vêem Maira e Carol nuas na cama.

Hugo: Mairaaaaaaaa.


Finalmente, depois de alguns capítulos inúteis, quer dizer, mais inúteis que os outros, Eloiza consegue sua vingança armando para que Hugo veja a mulher com outra. E o amor, mais isntantâneo que miojo cru, acontece.


Eloiza: O que foi seu Hugo?

Hugo: Seu rosto, sua pele.


Eles se beijam.

E acho que neste momento minha mente começava a adentrar a paranóia completa desta loucura, quando eu lembrei sobre a empresa de notebooks. Afinal, não era sobre isso que toda essa idiotice começou? Ela não vai voltar lá e pegar o emprego de volta... Mas, esqueçam, meus caros porque nunca mais ouviremos falar disso novamente.

Em seguida, Maíra decide se vingar e agride Eloíza. Ao que ela não vai deixar barato!


Eloiza: Vamo sequestrar ela. E depois ameaçar matar. Quero ver sofrimento nessa porra. Hahaha.


Carol: Pode ser amanhã?

Elas levam a moça para um galpão abandonado, quando, de repente, completamente do nada, em um ataque de consciência ou de esquizofrenia, Carol decidi que não acha tão certo matar e sequestrar alguém.


Carol: Eu cansei Eloiza. Eu vou é te denunciar.

Eloiza: Você não vai.

Carol: Vou sim.

As duas brigam. Carol dá um tapa em Eloiza e sai correndo.

Neste momento Eloiza pega uma arma e atira três vezes na direção de Carol.

Maira se aterroriza.

Eloiza: Eu matei a CAROL!

Dias se passam e se o roteiro já estava uma obra prima, de repente, a antagonista se lembra que a irmã dela existe na trama.


Hugo roncava.

Eloiza pensando: Aff que cara nojento. Quer saber. Cansei dele. A fortuna da lsadora vale mais.

Enquanto isso, Maíra e o filho se encontravam.


Rodrigo: Mãe. Eu quero desmascarar a Eloiza. E eu tenho provas.

Maira: Essa mulher acabou com minha vida. Mas porque?



Olha, responder essa pergunta exigiria uma equação mais complicada que a necessária para a teoria das cordas. Se nem o leitor que tá lendo conseguiu descobrir, quem dirá ela, né...

Eloiza, então rompe com o namorado em um emocionante diálogo.


Eloiza: Eu simplesmente não aguento mais você. ESSES SEUS RONCOS ME INCOMODAM. VOCÊ É UM MERDA. E EU ESTOU SAINDO DESSA CASA.

Hugo: O quê? Quem não quer você mais sou eu.

Ele dá um tapa em Eloiza.

Eloiza: Quer saber de uma coisa? Foi eu que armei aquele flagrante da Maíra.

Ela sai e manda beijinho no ombro.

Agora, o plano contra a irmã já estava sendo efetuado e a polícia aparece a incriminando por um assassinato que Eloiza cometeu. E qual é a surpresa quando eu disser que é sem prova nenhuma? Aparentemente a polícia sai prendendo pessoas á base do “ela me disse”...

Mas, quer saber? Apartir daqui eu aceito tudo contanto que isso acabe logo!


A campainha toca.

Julia atende. É a polícia.

Policial: Dona lsadora Felippo. Você está presa pela morte de Soraya Ferreira.

Isadora: O que?


Você e eu não podíamos querer mais dessa narrativa maginífica, porém eis que ainda temos um PLOT TWIST, senhoras e senhores, em que a vilã revela o verdadeiro motivo de ela ter se vingado de Maíra:


Eloiza: Eu sou apaixonada por você desde a faculdade. Você não deve lembrar de mim né? Você nunca me deu bola. Nós seguimos lados diferentes. Até que eu descobri que você roubou meu emprego naquela empresinha mixa de notebook. Então eu armei muito. Te atropelei, armei o flagrante, roubei seu marido hahahaha. E nao consegui você.


Uau! Depois dessa, eu juro que fiquei sem palavras! Não pela revelação, mas porque sabia que faltava o diazepan nessa web, agora a perda de memória...

Como, me respondam, Eloiza conhecia Maíra, se no começo ela disse isso?


Eloiza: Quem é essa fulana? Será que tá aqui pra roubar meu emprego?

E é claro que temos uma perseguição de carro no final, da qual a malvadona morre, porque o que mais um clichê de novela mexicana pode fazer com essa história que já está impecável? 

Ah mas não, peraí, pode ficar melhor, ela sobrevive, sim, também sem explicação nenhuma, pra quê, não é mesmo? Como Jesus, a mulher aparece caminhando agora em outro país, até que um TSUNAMI acontece e ela morre, afinal, não poderíamos terminar sem uma grande produção não é mesmo? Traz a Record pra fazer o mar se abrir e ela voando por cima e ficaria melhor ainda!


No entanto, não tem como não dizer que este final não fecha o ciclo perfeitamente:
Começou ruim e terminou ruim.


Eu costumo dizer que já li muitas histórias idiotas e quem acompanha a coluna sabe que é verdade. Mas, tenho que adimtir, eu nunca havia lido algo como isso. Não é por suas cenas serem fora da casinha, eu já vi coisas piores, nem por erros de sentido, mas por ser a coisa mais aleatória possível. A sensação é de que o autor simplesmente jogou palavras como quem atira tomates na parede. Na maioria das vezes, mesmo as obras toscas parecem ter sido planejadas, mas essa... é o tipo de coisa que alguém escreveria para testar o novo ditor de texto de tão sem falta de propósito para absolutamente tudo!

Sendo assim, meu sentimento de choque precisou ser expresso com essa reação, que nem sei se digo reação pois até agora estou sem nenhuma. Mas, ao menos espero que tenha servido para essa crítica. Quanto a mim, procurarei ajuda profissional, creio que ainda vejo notebooks sobrevoando como espectros sobre minha mente...

Até a próxima weblovers! Beijo e bye bye!


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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.

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Helloo weblovers, como estão vocês? Bem, da última vez que chequei, estávamos nos traumatizando com as cenas absurdas de “Através de minha janela”, mas, espero que estejam todos bem, porque hoje iremos analisar mais um romance teen do catálogo da Netflix. Sim, já vai separando o diazepan. E não se trata de qualquer romance, mas de um dos seus maiores sucessos.

Não é segredo para ninguém o massivo hit que é esta história, escrita por Beth Reeckles na plataforma whatpadd, que alcançou nada mais nada menos que 19 milhões de views. A obra atingiu diversos países e também a atenção de editoras, tornando a escritora de 17 anos em uma jovem rica. Não bastasse isso, a trama ganhou uma versão cinematográfica, transformando-se em uma trilogia de enorme êxito, a qual foi considerada um dos filmes mais assistidos dos Estados Unidos, e talvez, do mundo! Como diria a TV brasileira, “SUUUCESSO!”.

No entanto, nem somente de realizações vive essa franquia; Muitos críticos e influenciadores afirmam que, na verdade se trata de uma das piores comédias românticas já feitas, ui, com personagens e história fraca e conteúdo extremamente tóxico. Bom, eis que o ADOROWEB resolveu entrar nesta discussão e está aqui para dar o seu veredicto: Afinal, é bom, ou não?

Elle é a melhor amiga de Lee, com o qual compartilha um intenso laço de amizade desde a infância, mas também, uma grande paixão platônica pelo irmão mais velho dele, Noah. Quando ela desconfia que possa estar sendo correspondida, esse sentimento virá a tona e colocará em risco a amizade que tanto preza. Bom, aqui já podemos ver o ponto central proposto pela obra, certo: O conflito de Elle entre o afeto de seu amigo ou o amor de seu irmão. Emocionante, não é? Esse promete, então, ser o motor para mover o enredo e conquistar o leitor para que torça pela nossa mocinha em apuros!

Bora lá?

Ah, Pera aí...

Isso nunca acontece!

Comecemos por Elle; Desde o início, fica explícito que Lee tem conhecimento de seu crush por Noah, ele até chega a brincar com isso várias vezes e insinuar o romance entre os dois; ele defende o irmão diante da amiga pelo seu comportamento super protetor e o máximo de oposição que entrega à ideia do relacionamento é de que “Seria esquisito”. Quando Elle começa a namorar Noah, no entanto, ela simplesmente assume que isso seria uma ofensa enorme para Lee e que ele nunca a perdoaria, e mantém tudo em segredo, sem qualquer sustentação do porque disso, pois o mesmo nunca deixou claro seus motivos para não aprovar o namoro. Dessa forma, o leitor não consegue levar a sério o sofrimento da personagem quando ela entre em conflito por mentir, porque tudo isso poderia ser resolvido se ela contasse!

O que nos leva também a não entender a reação histérica e raivosa que Lee tem quando descobre tudo. A cena tem toda a atuação digna de Maria do bairro, com o olhar indignado do amigo traído, direito a soco no irmão e corrida pela escada, mas nada do sentimento, afinal, nunca entendemos porque Lee tem essa reação; Como se o irmão, só por sair com muitas meninas estivesse abusando de Elle de alguma forma.

E a prova de que todo esse conflito foi extremamente exacerbado pela autora é a maneira como ele é resolvido, mais rápido que apagar nude errado. Peraí, quer dizer que todo o problema pelo o qual a trama girou esse tempo todo, termina de repente, com um só telefonema? O que sobra então, meus caros, são capítulos inteiros de fofurice romântica irrelevante e repetitiva em que Elle fala sobre o “sorriso torto” de Noah pela milésima vez agora...

E isso porque nem falamos do próprio relacionamento, que jamais, nunca, uma só vez, chega a ser convincente. Pela razão de que Noah conhece Elle desde sempre, mas nunca chegou a mostrar interesse, o que aconteceu então para que do nada ele estivesse totalmente apaixonado? Bem, em nenhum momento a obra nos fala, ou ao menos nos dá dicas de como Elle realizou essa macumba, pois deixa eu dizer, esse seria o único capítulo que eu estaria interessada!

Portanto, o grande problema desta narrativa é tentar criar o drama sem dar a ele sustentação. Ou seja, temos as lágrimas, as frases de efeito, mas tudo soa exagerado demais para o que os personagens estão passando, razão da qual o leitor não consegue se envolver de verdade nesta história, que mais parece uma série da disney channel de tão teatral. O comportamento desses jovens é tão alegre e irrealisticamente positivo o tempo todo que mais parece lazy Town para adolescentes. O que foi mais uma grande problemática desses personagens, eles não possuem traços de personalidade que os definam como indivíduos, parecendo esteriótipos: o melhor amigo, a nerd amiga de meninos, o bad boy, e assim vai... Os diálogos igualmente não se encaixam na idade deles; meninos de 17 anos falando coisas como “Adequado”, “Lhe disse”, soa irrealista demais.

"Mas, então”, você pode estar se perguntando, “o que justifica esse sucesso tremendo?”. Bom, a história tem sim seu charme, por saber ser uma narrativa adolescente que, embora não nos leve a lugar algum, pois não temos qualquer desenvolvimento de personagem ou trajetória a ser alcançada, sabe entreter com situações engraçadas, românticas e fofas. A autora soube explorar muito bem a amizade de Elle e Lee, o único ponto forte na trama e fazê-los convincentes; alguns trechos de ambientação são muito bem feitos e dá pra ver a tentativa de criar personagens autênticos, sem falar que não machuca ser a velha desculpa para uma garota sonhar em conquistar o vizinho gostosão, não é mesmo?

Ao fim, nem o pior desastre já feito, nem uma boa história, mas sim, o esperado de uma Beth Reeckles de 15 anos. Para o público alvo, um prato cheio, para leitores mais exigentes, nem tanto. Preocupante mesmo é ocupar-se demais pensando nisso. 

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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.

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Domingo à noite e você decide assistir um filme na NETFLIX, um romance despretensioso, que provavelmente será mais um clichê romântico. Eis que a história começa e você já estranha, o que são esses personagens com atitudes tão incompreensíveis? Você não faz ideia do porque fazem o que fazem ou dizem o que dizem, até que a primeira cena de sexo aparece e ela é mais detalhista que uma exame no gineco, e são muitas, uma atrás da outra, no filme todo, a partir daí, cenas e cenas se apresentam mas sem levar a lugar algum, até que a coisa mais bizarra se desenrola a sua frente. Confundido e assustado, não entende o que acontece, até descobrir que se trata de uma adaptação do whatpadd. Está tudo explicado.

Autor(a): Ariana Godoy
Ano: 2016
“Através da minha janela” é uma obra escrita por Ariana Godoy em 2016 que, após alcançar a impressionante marca de 354 milhões de leituras, teve a alegria de ser publicada e de ver sua versão cinematográfica estrear esse ano na plataforma de filmes. E o sucesso foi tão grande que mais 2 longas já foram confirmados.

Ela conta a história de Raquel, vizinha há anos dos Hidalgo, uma importante e muito rica família da qual saíram 3 belos filhos homens: Artemis, Ares e Apolo. E a autora explica aí a obcessão dos pais com os deuses gregos. (Eu já achei que era aquelas famílias em que todos os filhos tem que começar com a mesma letra!) Porém, de todos eles, é sobre Ares que a atenção de Raquel é devotada e, quando falo em atenção, quero dizer mesmo! Sabe aquele vizinho estranho que te olha da janela do outro prédio? Imagine agora que ele não somente te olha, como sabe tudo sobre você, inclusive seus horários de almoço, cursos extra curriculares, e sua data de menstruação e quando você abre a galeria do cara, há dezenas de fotos suas nas mais diversas atividades. Essa é Raquel. Bem, se isso te lembrou algum episódio do investigação criminal é mera coincidência, pois aqui isso é tido como algo fofo. Coisa de Whatpadd, né gente.

Afinal, se trata de uma trama de amor, não é; Mas, como um moço rico e bonito irá apaixonar pela vizinha pobre que, além de não ter nenhum atrativo, demonstra ter sérios problemas psicológicos de obsessão e provavelmente tem um boneco vodoo dele embaixo do travesseiro? Essa é a pergunta que a narrativa apresenta e é essa mesma que ela nunca responde!

 Em nenhum momento, em toda esta história entendemos os motivos da aproximação destes dois. Em primeiro lugar, o enredo força estes encontros ao máximo, cenas após cena dos dois encontrando-se por acaso em lugares ou seguindo o outro até o cemitério, sim, o cara prefere fumar em cima das tumbas, nada estranho. O problema, no entanto, é que nada funciona para os aproximar, pelo contrário, os diálogos são rasos e superficiais, como quando ele a enfrenta e diz que sabe tudo sobre o hábito dela o espionar constantemente; esperaríamos então um reação de raiva, mas logo, do nada, ele pede um beijo dela. What??

As motivações dos personagens são completamente confusas neste enredo, pois, ao mesmo tempo que o mocinho diz não querer algo sério com a garota, ele vai atrás dela, e poderia ser porque ele está em conflito consigo mesmo, afinal, ele tem trauma com relacionamentos, mas, novamente nunca foi dado qualquer razão para ele gostar dela, bem pelo oposto, dessa forma, a mudança de sentimentos que ele diz estar sofrendo não tem motivo nenhum para ter acontecido. Ao mesmo tempo, Raquel sempre soube que Ares não queria se comprometer, mas é só os dois dormirem na mesma cama uma noite e ele a tocar que a menina já está escolhendo o véu, quando ele a rejeita, então, ela cria um drama tremendo sobre ter sido “usada”, sendo que ele já tinha dito várias vezes que não gostava dela. Convenhamos, a não ser que o dedo dele tivesse o poder de criar um elo sentimental, não teria outra forma disso terminar.

E aqui é a deixa pra eu falar da cena mais bizarra e nojenta que eu já li em toda minha vida! Raquel acaba embebedando sem querer o irmão menor de Ares, Apolo e para não aparecer com ele bêbado o leva para sua casa. Ela o coloca na cama, somente de cueca e inconsciente, e de repente, o irmão mais velho aparece. Os dois discutem, no entanto, isso aparentemente deixa Ares com calor, porque ele tira a camisa sem motivo algum. De repente, ele resolve que é melhor dormir ali mesmo e se deita na cama. Raquel o segue e se coloca entre os dois irmãos. É quando Ares, com o irmão menor dormindo de cueca ao lado, usa uma mão para apertar a de Apolo e a outra para “tocar o sino pequenino” da protagonista. Se isso não é material para uma boa terapia eu não sei o que é! ECA!

Já vimos aqui que o diazepan em dia é um MUST para estes personagens, por isso não poderíamos esperar uma relação saudável destes dois, nada no envolvimento deles tem sentido, mas, ao menos poderíamos ter um enredo, todavia, tudo o que esta história faz é juntar os dois de novo e de novo, seja para brigar ou para protagonizar cenas de sexo descritivas e incessantes e crises de ciúmes aqui e acolá. Ou seja, a história não possui um objetivo ou nenhum desenvolvimento para os personagens que nunca aprendem nada ou crescem nesta obra. Raquel é uma protagonista rasa e apática e Ares não mostra motivos críveis para as mudanças que diz ter.

Eu consigo ver um esforço da autora em tentar dar peso e  drama à narrativa, mas o problema é que a base de tudo é muito fraca, como o desejo de Ares de ser médico, ao qual sua família se opõe; Não há um grande sofrimento ou luta até a resolução do dilema, o problema é resolvido de pronto quando o avô chega e convence o filho a deixar Ares estudar o que quiser. A escritora também tenta criar uma estrutura familiar complicada, com o passado da mãe que traia o pai e com as personalidades dos irmãos, mas nada disso tem qualquer consequência na estrutura familiar e age apenas como a justificativa para o comportamento indiferente do galã. Nunca há realmente um conflito ou dificuldade, portanto, nada acontece, somente a constante tentativa da autora de responder a pergunta central, sem sucesso.

E quando achamos que a falta de assunto não podia ser maior, eis que a trama resolve dar uma de “sexo sentido” e lançar um plot twist. Acontece que o primeiro encontro dos dois, quando ela o confronta por ter roubado sua senha do wi-fi foi, na verdade planejado por ele, como uma vingança por ela o espionar. O problema é que nada disso faz sentido, pois ele nunca chega a fazer nada para prejudicá-la, até que o enredo dá a entender que ele também a espionava e portanto também a amava desde sempre, e bem, se isso não tem importância alguma para este enredo vazio, ao menos explica a conexão do casal: os dois são malucos.

Ao final, a obra não consiga nunca entregar uma história, mas sim, uma fantasia febril para a garota que quer se ver na protagonista e ter o rapaz rico e perfeito como pretendente, e nisso  de fato, ela possui seu charme, na atmosfera que cria ao redor da família Hidalgo, pena que mal aproveitada, mas é inegável seu sucesso perante as milhares de leitoras ao redor do mundo. Portanto, se você curte cenas de sexo narradas pelo Galvão Bueno:

 Como se soubesse o que quero, ele começa a mover-se lentamente... Ó Deus, a sensação é incrível, nunca senti nada assim em minha vida inteira. Dentro, fora, dentro, fora...

E se gosta de monólogos enormes e vazios sobre a vida, provindos de uma garota que não possui nenhum hobby que não seja stalkear o vizinho, esta narrativa é um prato cheio pra você!

 Mas, cá entre nós, eu sugeriria o filme, é mais rápido. 

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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.

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Weblovers, tudo bem com vocês? E olha quem está fazendo niver hoje! Esta coluna que vos fala! Quem diria, não é mesmo? Nesta mesma data, há 4 anos atrás, saia a primeira crítica, no antigo site PRIME TV, e o resto, bem, é história; e que história, diga-se de passagem, cheia de obstáculos, polêmicas e conquistas... Ficou curioso? O ADOROWEB lançou um especial retrospetiva no ano passado, contando, desde o começo toda esta inesperada e incrível trajetória, corre lá, que eu espero.

Autor(a) Débora Costa
Ano: 2020

E pra comemorar esse dia tão maravilhoso, só podíamos ter uma critica especial: nada mais, nada menos que uma obra ganhadora de vários prêmios em sua plataforma. E quando se junta à análise, uma boa história, é aí que eu realmente ganho um presentão. Por isso, podem imaginar minha empolgação ao começar esta história e também o que  senti, ao ver o verdadeiro desastre que ela realmente é.

Baseada na novela “A fábrica” de Geraldo Vietri, 1971, “E vamos à luta” narra a história de Liz, herdeira e dona da fábrica de tecidos que fora há muito tempo incendiada, levando as vidas do pai e do marido da protagonista. De volta ao Brasil, no entanto, ela verá que o lugar está sendo dirigido de forma errada, levando à grande insatisfação dos funcionários. Caberá a ela, então, superar seus traumas para conseguir salvar a empresa.

Interessante, não é? E aqui temos a típica “saga do herói”: um personagem com obstáculos pessoais, enfrentando obstáculos reais, para atingir um objetivo. Teremos uma protagonista vencendo seus medos internos e os colocando á prova para vencer as batalhas com seus oponentes e aprender dia-a-dia como ser a dona daquele lugar, não será fácil, mas estaremos com ela. #TIMELIZ, certo?

 Só tem um problema: isso nunca acontece!

Assim que Liz chega, ela já fica sabendo das sabotagens de Alex, atual gerenciador da fábrica; e é aí que você se pergunta: “como ela irá resolver isso?”. Mas nem precisa se preocupar, caro weblover, ela simplesmente diz que se ele não devolver o dinheiro aos funcionários, ele será demitido. Simples, né. Ela devolve tudo aos empregados e todos ficam felizes; E em casa, ela só diz o mesmo á sua tia invejosa. Assim, destruindo seus dois oponentes de uma só vez, no terceiro capítulo. Impressionante. Só tem uma pequena questão: o que faremos com o resto da obra? A autora tem uma solução: enchê-la com tramas paralelas que não levarão a lugar nenhum, enquanto, lentamente, e lentamente MESMO os vilões vão planejando um jeito de revidar.

E é dessa forma que se destrói toda a possibilidade de engajamento pelo leitor. Quer dizer, como torcer para que Liz consiga o que quer, se já no terceiro capítulo, ela já conseguiu? Todas as ações dos personagens contra ela são irrelevantes, pois não afetam a personagem que, apesar de ter traumas, não é impedida por eles de fazer coisa alguma. Do mesmo jeito, os trabalhadores da fábrica, com os quais não pudemos ter qualquer intimidade e sentir suas angústias; Liz chega e os salva, e todo o problema está resolvido. Não há conflitos, desenvolvimento, objetivos, nada.

As outras tramas, como citado acima, se não servem para nada, como Isadora e Alfredo ou Amanda e Arthur, não apresentam nenhum carisma, como Camila e Gabriel, em que Camila muda seu comportamento ambicioso quase que por mágica e percebe seu amor por ele, porém, nada disso interessa, afinal, nenhum desses personagens consegue convencer com seus dramas. E hoje é Carlos quem leva o troféu “olho mágico de porta de vidro” para o personagem mais inútil da história; Até agora eu não faço ideia do que ele estava fazendo ali; Além de ser o pai da Camila, qual o propósito de ter sido escrito? Claro, para ganhar este prêmio, disputadíssimo, aliás, por quase todos os envolvidos nesta trama.

Os diálogos também formam uma grande decepção, soam robóticos e sem a carga emocional que necessitavam. Esta é a forma com que Liz expressa toda a sua mágoa e desprezo pela amiga de anos que acaba de dizer que a traía com o marido:

 Liz

É incrível como carinho e adimiração, somem de uma hora pra outra, agora estou sentindo muita raiva de você Kira... Nojo.

 Só faltava pedir de volta o box de "Friends que emprestou, quer dizer, isso não é nem de longe a emoção que a cena precisava, o que fez dos conflitos fracos e sem vida.

Mas, finalmente, depois de muitas tramas, joguinhos para tentar separar Liz do namorado, assim como uma boa trama “malhação”, chegou a hora de sabermos o grande plano dos vilões para destruir a mocinha...

Fazer ela assinar um contrato que doaria todos os seus bens para eles!... Lembrou do doutor abobrinha? É só coincidência!

Sim, este é o incrível plano que juntou dois antagonistas contra Liz. Tudo o que foi preciso foi colocar o papel para que ela assinasse sem ler e, de repente, toda a fortuna e a fábrica foram tirados de Liz. Épico? Trágico? Você decide. E se a infantilidade e preguiça do enredo não pudesse ficar mais alá “chiquititas”, da mesma forma tudo isso é revertido, quando José, engana a vilã a assinar um contrato devolvendo tudo para Liz. Ao final, Clarice e Alex são presos por atos que eles mesmos cometeram e Liz volta á sua glória, sem ter feito absolutamente nada nesta trama toda. Acho que nem Shakespeare conseguiria realizar um obra tão grandiosa!

No entanto, nem tudo foi um completo desastre, mesmo que toda a web tenha sido um verdadeiro tédio sem utilidade, podemos aproveitar o final feliz do nosso couple, a única coisa boa desta novela. Fábio e Liz conseguiram formar um casal que fez sentido, engraçado, carismático e cheio de química, sendo Fábio, na verdade, o melhor personagem, pena que mal aproveitado, ainda assim, as cenas dos dois eram as melhores.

Bem, agora acredito que todos que leram a obra sabem o que vou dizer, afinal, eles simplesmente não terminam juntos! O porque? Somente a ciência pode explicar, porque o texto com certeza não conseguiu. Liz está grávida e pede para que Fábio case com ela, porém, ele diz que quer esperar, não, não a campanha da igreja, acontece que ele quer se formar primeiro, e isso, sem brincadeira, é o que leva ao rompimento e afastamento de 7 anos do casal! Liz se apaixona pelo mesmo cara que ela não se apaixonara antes e os dois terminam separados.

Pesquisando sobre o texto original, fica tudo mais interessante, pois na época, a produção estava fazendo muito sucesso, o que levou á rede de televisão a pedir para o autor esticar a obra. Ele o fez, contra a vontade, mas não deixou barato e sua vingança foi separar os pombinhos tão adorados pela audiência. Esta história, então, comete o mesmo erro, só que a prejudicada dessa vez foi somente ela.

Com um texto fraco e sem criatividade, “E vamos à luta” mostra que não tem forças para lutar e sequer tentou criar uma trama emocionante, ao invés, se entregou á preguiça e irrelevância, sendo jogada no tatame, e quando pensamos que ao menos perderia de pé, ao tentar o último chute, caiu feio, numa batalha em que saiu perdedora, mas quem mais perdeu foi o leitor.


Então é isso, pessoal. Digam se a crítica surpreendeu vocês? Concordam? Discordam? Digam nos comentários, estou curiosa! Até a próxima. Beijoo e bye bye! 


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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.

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Weblovers, tudo bem com vocês? Glamourosos com sempre? É,  o verão chegou com tudo: e com ele, a prainha, o pé na areia, a água de coco e claro, as discussões no facebook! Ah, saudades de quando o face era uma mídia social, agora, é o centro de compartilhamento das tias; reclamações sobre o tempo, receitas de bolo, dicas de crochê... só falta um emoji de xícara de café pra elas reagirem às postagens. Mas, longe de ser um hate à melhor idade, a história de hoje veio para mostrar que nunca é tarde para ser glamourosa!

Autor(a): Failon Teixeira
Ano: 2021

Malu é uma atriz renomada, mas que há tempos perdeu sua fama e vive das recordações de sua “era de ouro”, até que um dia, Rita, uma velha inimiga reaparece para assombrá-la, pois, aparentemente, sua saída das telas esconde um terrível segredo.

E, infelizmente, devo dizer, essa sinopse, feita por mim, é mais interessante do que TUDO O QUE ACONTECE NESSA HISTÓRIA! Pois, não minto ao afirmar que nada mais ocorre nesta obra!  É abismante constatar que durante inteiros dez capítulos esta narrativa não foi capaz de fazer qualquer coisa com o enredo!

 Mas, o pior não está nisso, mas no final, com a afirmação da protagonista:

 MALU: Ah, quem diria que você estaria novamente no pódio, Malu? É, parece que eu consegui. O jogo virou para todos aqueles que pensavam que eu sou fracassada. Só digo uma coisa para eles: Eu voltei pra brilhar!!

Eu já li textos inócuos antes; “Linha da vida”, por exemplo, estava mais para a linha do monitor quando aponta a morte do paciente de tão morto que era seu enredo, no qual absolutamente NADA acontece; um peido, soltado por uma formiga, dentro de uma tampinha de suco, tinha mais relevância que qualquer coisa naquela história, ou como a inútil “holofotes”, por coincidência com a mesma temática, mas em nenhuma delas, houve a pretensão ou o delírio ao qual esta chegou nesta fala da personagem, pois isso mostra claramente que o autor construiu a história como a jornada de uma mulher em busca da fama, o problema é que isso nunca acontece.

Vejamos, o que Malu fez para voltar á fama e que justificaria essa fala? Além de matar Rita, nada. E muitos podem argumentar que, de fato Rita era um impedimento, por ser a única portadora do segredo que a mantinha longe da profissão, no entanto, ela passou anos pagando a mulher para se calar, assim, se o impedimento ainda permanecia com o silêncio da outra, o que mudaria com sua morte? Resposta: nada.

Mas de repente, no final, todo o conflito central é resolvido sem explicações e desaparece como se nunca tivesse existido. E Malu não tem qualquer papel nisso. Ela nunca age de forma a conseguir qualquer coisa ou tendo um objetivo em vista. Quando seu namorado volta á cidade, ela decide que quer mesmo ele de volta e tenta matar sua namorada, mas, após isso desiste e não volta a tocar no assunto até que Rita ameaça sua filha e ela resolve matá-la. No fim, ela só volta a atuar porque seu ex-namorado a convida para estrelar seu filme, mesmo depois dela invadir seu quarto e ficar pelada em sua cama, mas isso é para o psicólogo dele explicar, não nós.

E se não bastasse o tema principal não levar a nada, a obra nos presenteia com várias subtramas que também não chegam a lugar nenhum: Temos Agenor que, não aprova o namoro do filho com a garota rica, não sabemos o porquê, afinal, o texto não se dá ao trabalho de explicar, no entanto, antes mesmo de ele pensar em fazer isso, o problema é solucionado: Agenor percebe seu comportamento grosseiro e muda, como se tivessem jogado pó de pirim pim pim no suco dele!

Bebel e Jonas tentam criar a temática do amor não correspondido, mas durante os capítulos não vemos qualquer crescimento na relação dos dois, até que no final Bebel está completamente apaixonada por ele. Ela só escolheu dizer isso quando ele estava indo embora, pra ajudar no suspense, é claro! Ai, que emoção.

A personalidade os personagens é rasa e nunca deixa claro suas intenções. Qual o papel de Jarbas, por exemplo? Em nenhum momento ele estabelece qualquer função na história; O escritor também não acerta o tom da protagonista, lhe emprestando tons maléficos com sua relação com a mãe, ao passo que querendo a transformá-la em mocinha em seu drama de artista injustiçada. E, assim come eles, todos os outros não possuem traços de personalidade ou qualquer carisma.

Ou seja, nada leva a nada nesta trama, nenhum drama ou persona; na verdade, o pequeno resumo dado antes de cada capítulo tem mais acontecimentos do que toda as páginas juntas! Ao fim, uma web que promete, mas nunca cumpre.

Todavia, serei justa, talvez o escritor não tivesse se expressado bem na sinopse, eis aqui então a minha, muito mais acurada: ao invés da saga da mocinha injustiçada que vence no final, “A história da mulher que mata para não ser acusada de assassinato.”. 


Espero que tenham gostado! E fiquem ligados no próximo artigo que será anunciado na página no facebook. Está imperdível!  Até a próxima, beijoo e bye bye! 



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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.

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Meus weblovers, tudo bem com vocês? E o natal está chegando; é, só não chegou o meu presente né, mas deve ser difícil carregar um milhão no trenó, não é papai noel? Mas, pelo lado bom, um trenó mágico não precisa de gasolina! Desde já então, quero desejar um ótimo natal e ano novo para vocês meus leitores! E vamos embora pra crítica?

Há um tempo atrás, escrevi um artigo intitulado, "O problema dos contos HOT", no qual procurei explicar o que está acontecendo com as obras virtuais atualmente que estão fazendo do sexo o tema principal e único de suas tramas, transformando-se, ao final, em apenas um monte de vazios filme pornôs. Acontece que, creio ter encontrado, na história de hoje, o mais perfeito exemplo disso! Bem, acho que até mesmo chamar isto de história já é um exagero!

Autor(a): vullgo_thay
Ano: 2019

Milena chega de sua viagem para visitar o Brasil. Namorando há anos com um rapaz que não ama, ela decide enfim terminar, quando, por engano, ela recebe uma ligação, que mudará para sempre sua vida, de ninguém mais ninguém menos que coringa, o chefe de um morro na favela! Sim, na falta do empresário multimilionário ou o chefe da mafia, temos o dono da boca! Mais um perfil de namorado dos sonhos para as mulheres adicionarem á lista!

E você pode imaginar que ele ligou da cadeia para aplicar um golpe, (meu registro de chamada que o diga!), mas, nesse caso, só se for no coração da mocinha que logo se apaixona pelo distinto rapaz. E eu não culpo, afinal, como evitar, ao escutar isto pela primeira vez?

- Desliga essa porra não mina, eu gostei da tua voz. Faz visita íntima? Eu pago bem, qual a cor da tua calcinha?

Nada como ser chamada de prostituta para aguçar os melhores sentimentos em uma mulher!
 
E vocês podem agora estar se perguntando: quem, em sã consciência se apaixonaria por um bandido que poderia muito bem estar na prisão por ser um assassino ou estuprador? Pois é, mas aí é que está: não sabemos nada de Milena, porque nenhum dos personagens nesta obra tem qualquer personalidade! A protagonista começa com o perfil de uma mulher independente, que vive para o trabalho e é moldada pela mãe, mas tão somente ela começa a namorar o coringa, vulgo "dono da coca-cola", que toda essa construção desaparece completamente! De repente, ela vira uma boba adolescente, recatada e do lar, cujo a única preocupação é agradar o maridinho "colírio do tráfico"; ela não possui objetivos ou desejos e o trabalho dela nunca mais é mencionado.

E todos os outros igualmente não demonstram uma linha de construção definida; Temos Bruna que, carrega um certo trauma de relacionamentos e Coringa com sua história triste na infância, no entanto, nada disso é bem explorado ou desenvolvido, tornando todos personas rasas e desinteressantes.

Mas nada se compara ao total desastre que é este enredo; pra começar, o simples fato de que não há enredo; em nenhum momento, vemos a formação de algo sequer parecido com um tema central. A trama une o casal a força, coincidentemente fazendo com que Milena vá a uma festa exatamente na favela que Coringa é dono, após, a história inventa a desculpa de que Bruna, melhor amiga, está sendo perseguida por um bandido e que por isso, ela tem que ficar no morro, em outras palavras, para ficar longe de um bandido, ela teria que ir morar mais perto dele. E Milena, por alguma explicação cósmica, tem que ir junto. Tudo isso para que os dois protagonistas tivessem que ficar mais tempo juntos, sem necessariamente estarem juntos, aumentando a espera do leitor. Brigas por ciúmes aqui e ali e juntamos enfim o casal que já estava junto desde o começa da obra. 

E é basicamente isso. Sério, é SÓ ISSO! Não há conflitos, e os que existem são resolvidos mais que rapidamente. Toda a ação, que poderia provir da guerra dentro da favela, o drama com a filha do coringa, o sequestro de Bruna é entrecortado na narrativa, como simples pano de fundo, mais para pano de chão, no qual os personagens pisam sem perceberem; sem contar nas tramas  deixadas sem qualquer resolução, como o caso da ex-mulher de coringa, vulgo "garoto propaganda do pó royal", ou da mãe de milena, que some da trama sem explicações.

Não há nada! Mas então Érika, o que preencheu os mais de 60 capítulos? Exatamente o ponto que queria chegar, para provar o que expliquei no artigo sobre as novelas HOT: tudo aqui não passa de uma desculpa para as cenas de sexo. 

Não temos dramas, os personagens não possuem desevolvimento, ao invés, tudo gira em torno do "romance" de Milena e Coringa. Mas o amor é baseado em características em comum e construções feitas em cima da personalidade dos envolvidos, no entanto, quando temos personagens sem qualquer traço de personalidade, no que irá se basear a paixão deles? Isso aí! Em todos os encontros dos dois é clara a insistência da atração sexual para explicar o casal, e assim, o encontro sexual passa a ser a única forma com que os dois se conectam, fazendo com que toda a trama seja apenas uma eterna antecipação para a próxima "trepada" dos dois, com os detalhes mais esdrúxulos e claros como a luz do dia!

E não vou negar o sucesso, os 5 milhões na plataforma que o digam! Mas também devo lembrar dos milhões de acessos que  recebem "Pornhub", "Redtube", entre outros. Como eles, o sucesso é inevitável, mas o esquecimento também, pois, como todo vício em pornô, é preciso renovar o conteúdo, sempre mais explícito, mais visual, mais direto ao ponto, e o ponto, sendo o sexo, não deixa mesmo espaço para qualquer história.

Ao fim, mais uma novela Hot, na qual o HOT, é escrito em letra maior que o próprio título e a apelação barata mais uma vez ultrapassa o desejo por uma boa história.


Mais uma vez, desejo um feliz natal e um novo ano maravilhoso para vocês, meus weblvovers! E seguimos juntos e sempre. Até a próxima, beijoo e bye bye! 



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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
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Oláá meus weblovers, como estão vocês? Geralmente, eu começo o artigo com as novidades do mês, mas neste caso acho que já poderíamos fazer um resumo anual, não é mesmo? Sim, faz um tempinho desde a última crítica, porém, isso é devido ao fato de eu ainda não ter me tornado uma escritora famosa que ganha dinheiro apenas usando as mãos; No meu caso, todo o resto do corpo, dolorido! É, a realidade é dura, mas não para Anna Todd, jovem autora que teve sua vida transformada após sua história, uma fanfic escrita no whatpadd, tornar-se um grande sucesso com mais de milhares de visualizações e converter-se em uma trilogia cinematográfica de sucesso!

"After" é, sem dúvidas, um sucesso literário. Mas o que poderia ter feito de uma simples fanfic de Harry Styles esse tão evidente fenômeno? Teria um segredo para o sucesso? Bom, a boa notícia é que eu li esta história e este artigo foi feito exatamente para responder essa pergunta!

E muitos, os mais céticos ou os talvez haters do one direction, com certeza pensam já ter resolvido a questão antes mesmo de eu começá-la, afinal, se trata de uma fanfic de Harry Styles, como não poderia ter alcançado tanto engajamento? Mas esta presunção seria um grande erro. Sim, o fato de se tratar do cantor mundialmente conhecido definitivamente teve parte nisso, mas acontece que existem dezenas, milhares de fanfics sobre o mesmo tema, assim, porque essa em meio a todas as outras? Assim como também, tenho a convicção de que não seria possível todos os milhares de leitores serem necessariamente fãs do artista.

Outros podem apontar o conteúdo hot que a narrativa possui, ás vezes escrachado e inútil, diga-se de passagem, mas o argumento continuaria o mesmo, sendo o whatpadd a plataforma que só perde pro Red tube por se ater demais ás descrições das cenas. Assim, evidentemente, o segredo de "After" pode conter estes fatores mas não se resume a eles em absoluto, ao invés, o grande segredo está na protagonista.

"After" conta a história de Tessa, jovem garota que sempre viveu sobre a super proteção da mãe, até o dia em que ela ingressa na faculdade e conhece Hardin; de atitude rude e misteriosa, ele a enoja ao mesmo tempo que instiga, iniciado uma atração que mudará para sempre sua visão sobre o mundo e si mesma. 

E aqui temos o típico tema "menina boa se apaixona pelo bad boy", mas o que torna tudo interessante e original é modo como nos é narrado a trama. Estamos sobre os olhos de Tessa, mergulhados em seus preconceitos e jeito tímido e de repente nos deparamos com este menino de piercings e tatuagens que soa tão diferente de tudo o que ela já viu. Percebemos sua repugnância mas também sua curiosidade. Lentamente a história progride nos apresentando um mundo totalmente novo, de festas e vida jovem que a cumprimenta com estranheza, assim como ela, mas é Hardin quem lhe oferece o maior obstáculo. Criada para atender as expectativas alheias, Tessa não sabe como reagir com aquele ser que simplesmente não a aceita. Assim, conseguimos entender a protagonista que luta para conseguir a afeição do rapaz, ao passo que quer ser aceita neste novo universo. 

E tudo isso implica em uma grande mudança na personagem que a narrativa faz um bom trabalhar em pontuar. No contato com a liberdade que nunca teve, ela passa a avaliar sua vida tão premeditada e segura, na atração por Hardin, o quão superficial era sua relação com Noah, namorado que tem desde a tenra infância. Suas atitudes, ao mesmo tempo que a surpreendem, revelam um lado seu que não sabia ter. Subitamente, seu mundo começa a desmoronar a sua frente para dar espaço a uma nova pessoa. Tudo descrito com uma adimirável sutileza e no ritmo certo da história. 

Mas é no relacionamento com Hardin que se encontra o ponto forte da trama, quando, enxergando tudo pelos olhos de Tessa, somos imergidos dentro de suas inseguranças e medos neste relacionamento. Ela está sempre desconfiada de suas intenções e nunca entende seus sentimentos, mas já não consegue negar o sentimento que tem por ele, dessa forma, a trama estabelece uma insegurança que perdura toda a obra, sempre dando ao leitor, através de Tessa e dos comportamentos dúbios de Hardin, o sentimento de que algo está prestes a acontecer, o que faz com o que o texto permaneça interessante. 

O que foi de extrema importância, deve-se dizer, para que o mesmo aguentasse um enredo que, embora tivesse seu charme, possuisse tão poucos acontecimentos. A obra tenta colocar Noah, o namorado traído e algumas crises de ciúmes para oferecer conflitos, mas nada disso parece consistente quando o verdadeiro conflito sempre esteve dentro dos dois protagonistas. Algumas cenas soam totalmente vãs para o andamento da fanfic, sem contar nas que estão ali só para levar ao sexo. É evidente que tudo poderia ter bem menos de 100 capítulos.

Tessa, por sua vez, constitui sim o ponto forte do enredo, mas isto não significa que ela seja uma boa protagonista, suas ações muitas vezes soam irracionais. A autora tenta a constituir como uma garota oprimida que quer se libertar, no entanto, todas as coisas que o texto supõe a oprimir partiam de sua própria personalidade, de fato, em todo o texto não há em Tessa o desejo de libertar-se, mas todas as suas atitudes transgressoras partiram somente pelo seu desejo por Hardin. 

O que nos leva ao pior ponto de "After", ao meu ver: o protagonista. Suas emoções não possuem consistência, muitas vezes mostra um lado afetivo inesperado como uma agressividade sem explicação. E isso porque, a autora cometeu o erro de criar um "personagem amoeba". "Personagem amoeba" é, como sugere o nome, uma persona que não possui forma, ou seja, personalidade e motivações próprias, mas é criado para servir á algum propósito na história ou á algum personagem. Neste caso, Hardin foi criado para servir á Tessa, seja como obstáculo, sendo a personificação do proibido, do que ela sempre foi "negada", ou como desenvolvimento, não possuindo de si mesmo sentimentos mas adequando as necessidades do enredo

Quando é preciso que Tessa encare um desafio, Hardin é extremamente irracional e cruel, quando é preciso que se desenvolva um laço entre os dois, o jovem que a minutos atrás a expulsava do quarto, está preocupado com sua ida a noite para o dormitório. Tiramos seu relacionamento com Tessa e veremos que ele não se sustenta como pessoa, de fato, em toda a obra não há sequer um momento em que ele pareça ser mais do que uma fantasia fetichista da escritora. Até mesmo seu passado e traumas que poderiam o constituir como um personagem, soam mesmo como uma desculpa para o arquétipo de bad boy amargurado.

No entanto, apesar de um enredo fraco e personagens sem carisma, "After" consegue destacar-se e merecer a atenção por ter um texto que sai do esquema típico do romance comum, escolhendo nos fazer mergulhar no mundo interior de uma garota que entra em um relacionamento arriscado. Se isso é bom ou se é feito com maestria, nem sempre é o caso, mas uma vez imergidos é inevitável não ficar para ver o fim, como um filme ao qual já pagamos o ingresso, para onde isso levará, não sabemos, mas é isto, talvez, o que explicaria seus três volumes. 

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Notas 

1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
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De todas as críticas que já recebi por minhas análises, desde "invejosa" até "amadora", o que realmente me espanta é quando me acusam de ser "exigente demais". É comum receber respostas de autores alegando que eu exijo de suas histórias como se eles fossem grandes escritores ou que meus padrões são muito altos, como se esperar que uma história fosse bem feita fosse algo utópico ou excêntricamente ingênuo, no entanto, o que está por trás desta afirmação é a crença de que não precisam escrever bem.

Afinal, alguns podem argumentar, são narrativas virtuais, feitas por adolescentes somente com o intuito de expressar seus sentimentos, lidas pelo mesmo círculo e condenadas a permanecer nos blogs flopados que logo serão esquecidos com o tempo. Sendo assim, porque exigir qualidade das obras virtuais? Afinal, porque uma coluna como o ADOROWEB existe?

Porque este panorama cada vez mais torna-se equivocado, à medida que está havendo uma verdadeira revolução no mundo do entretenimento literário, provocada pela internet, quando os antigos blogs e fóruns obscuros, transformaram-se hoje em grandes sites e plataformas de alcance mundial. O maior deles, o Whatpadd, plataforma em que escritores do mundo inteiro podem compartilhar suas tramas, chega a alcançar milhões de vizualizações em suas obras.

Os números são surpreendentes; é possível ver em cada trecho da narrativa, enquanto se acompanha a leitura, a grande quantidade de comentários, demonstrando o enorme engajamento destas obras. E esqueça aquele papo de que as pessoas não querem ler mais, pesquisas atuais têm demonstrado a crescente ascêndencia do leitor virtual e números como os fornecidos agora apenas comprovam ainda mais isso. 

E este interesse, é claro, não ia deixar de ser notado pelas grandes editoras, a plataforma Whatpadd, por exemplo, é parceira da Macmilian, Anvil Publising e Penguin Random, possibilitando ao escritor a oportunidade de ter sua obra publicada, o que aconteceu com Lilian Carmine, de "Lost boys", história que, após obter impresssionantes 34 mihlões de views, recebeu a proposta de converter-se na saga de livros. Sem falar que muitas histórias famosas deste site estão disponíveis agora na Amazon para leitura paga. 

Mas não há porque descartar a chance de ter sua história também transformada em um filme, e se você acha isso utópico demais, pergunte para E.L. James e Ana Todd que publicaram suas fanfics e ao obter tremendo sucesso, conseguiram chamar a atenção de empresas cinematográficas. Nomes como "Cinquenta tons de cinza", After", a trilogia e "Barraca do beijo", podem parecer familiares para você. Antes simples histórias da internet, estes filmes agora ostentam bilhões em bilheteria ao redor do mundo. E esta realidade é cada dia mais comum, sendo o Whatpadd aliado da sony pictures e SYFY. 

Não é novidade o cinema inspirar-se em livros, quase todos os filmes que vemos saíram da literatura, e com o avanço da tecnologia, a facilidade em publicar uma obra sem a burocracia de uma editora e o alcance imensamente maior que recebem, as obras virtuais provam ser o futuro da arte literária, que não morreu, muito pelo contrário, renasce mais uma vez das cinzas, como uma fênix para provar que as pessoas nunca deixaram de apreciar as histórias, elas as buscam aonde estiverem, e de fato o mercado nunca esteve tão sedento por elas. Diante deste cenário, então, fica claro que há sim espaço para fazer sucesso literário e viver da escrita, e que portanto faz-se necessário cada vez mais termos pessoas capacitadas para isso. 

E muitos podem apontar para a baixa qualidade literária de algumas destas tramas e de fato, popularidade nem sempre é sinônimo de boa arte, ainda assim, se comparadas com as webs vinculadas em sites comuns, a maioria revisadas por mim, podemos ver que elas se encontram há anos luz em termos de narrativa e técnica literária, sem negar que juntas elas unem características indispensáveis para o sucesso que a maioria dos autores virtuais desconhecem, todavia, o foco deste artigo não é enaltecer estas obras, mas provar que o futuro literário está na internet, e cada vez mais ela se tornará o arcabouço de inspiração para o entretenimento de várias vertentes, podemos imaginar séries, sitcons, novelas e filmes saindo deste formato. Mas para alcançar este mercado mais amplo e exigente, é evidente que necessitaremos de história melhores desenvolvidas.

E ao alinharmos a platafoma de sucesso com a qualidade literária, sem as conhecidas dificuldades para publicar um texto, não haverá limites para o que os escritores poderão alcançar; mais que filmes adolescentes de verão, verdadeiros best sellers e blockbusters, à altura de Stephen King e Steven Spielberg.

E a prova de que acredito neste cenário, como sendo tão possível quanto qualquer outro, é o fato dele ser o motivo para eu nunca ter desistido desta coluna. O futuro da literatura está na internet. Ela já não é mais o palco de mimados digitadores de letras procurando por atenção, mas um espaço promissor para os verdadeiros escritores terem suas obras conhecidas e oferecerem o seu melhor ao mundo. 

Toda vez que exiji e exijo de um autor, saibam, é esta visão que tenho em mente; muitas vezes, nem ele mesmo sabe de seu potencial. Convencido de que será para sempre uma voz sem ecos, recolhe-se e se contenta com os elogios cíclicos e mentirosos de seus colegas que nunca o obrigam a evoluir, a melhorar, mas a permanecer na mesma caixa apertada junto á eles. Eu os chamo para fora, para o mundo de possibilidades reais e imensurável sucesso que os aguarda, mas que só será alcançado por empenho e dedicação. Este é o meu propósito, e o desta coluna, de ser mais que uma mera crítica, um lugar de aprendizado que ajude o verdadeiro escritor a chegar o mais alto que seu coração deseje. Meu intuito, portanto, é garantir que isso aconteça.

A literatura está na internet; e ela espera por seus escritores.


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    Enquanto se arrumava para sair, Rebeca se perguntava se Pedro a procuraria na multidão. Por isso caprichou para ficar bem bonita ...
  • The Reason - 13º Capítulo
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Erika G.

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