Chamou os
médicos correndo até a porta. Eles vieram e rapidamente colocaram Sr. Paulo
sobre a maca.
- O
paciente não responde doutor! – Informou uma enfermeira olhando os aparelhos.
- Vamos
levá-lo pra sala de cirurgia! – O médico decidiu-se. Havia nele certo tom de
desesperança.
Rebeca
levou as mãos a boca assustada com as palavras deles. Observou eles saírem.
Permaneceu estática perto a parede.
Na saída
do colégio, Pedro alcançou Raquel.
- Raquel
– Observou ela virar-se ao chamá-la – É verdade que a Rebeca está no hospital?
- Sim, o
pai dela passou mal outra vez! – Respondeu a outra.
Enquanto
isso, David andava de um lado para o outro em seu apartamento. Como queria
vê-la naquele momento. Imaginava a dor que deveria estar sentindo. Não conseguia
suportar pensar que estava sozinha enfrentando tudo aquilo.
Sentou-se
sentindo raiva de sua impotência. Veio-lhe então a mente o dia em que ela
desesperada o abraçou. Lágrimas corriam pelo rosto pálido dela. “David... Meu
pai!”. Ele cerrou os olhos tentando desviar-se desses pensamentos. Pegando a
jaqueta sobre a mesa, saiu decidido.
Passos
firmes marcavam seu traço no velho galpão. Carlos observava algo em seu celular
encostado a seu luxuoso carro quando percebeu a presença de Bruno.
- Ah até
que enfim! – Disse Carlos retirando os óculos escuros – Por que demorou tanto?
- Tive
que desviar de alguns guardas que estavam investigando tráfico de drogas no
aeroporto, por isso peguei um navio pra chegar aqui!
- Bem, isso não importa – Começou o outro – Eu te chamei por que o julgamento está bem próximo e como sabe aquele imbecil do Sérgio prometeu me denunciar no testemunho... Preciso que dê um jeito dele se calar!... Mas é importante que tome cuidado pra não ser visto por aí... Se ligarem meu nome ao seu estarei perdido!
- Bem, isso não importa – Começou o outro – Eu te chamei por que o julgamento está bem próximo e como sabe aquele imbecil do Sérgio prometeu me denunciar no testemunho... Preciso que dê um jeito dele se calar!... Mas é importante que tome cuidado pra não ser visto por aí... Se ligarem meu nome ao seu estarei perdido!
- Mas que
eu saiba o Sérgio não está mais morando aqui... – Falou o outro aflito.
-
Descubra onde ele está! – Ordenou Carlos – É pra isso mesmo que eu te pago!
- Falando
sobre ele... Não acha que devemos tomar cuidado com o filho dele? Que eu saiba
ele não morreu no acidente e continua aqui!
-
Aquilo foi só um susto! Ele não vai ter coragem depois do que a gente fez a
ele! – Sorriu Carlos malicioso – Mas... Em todo caso... Fique de olho!
Bruno assentiu então. Saiu sério. Carlos olhando para os lados entrou no carro.
Bruno assentiu então. Saiu sério. Carlos olhando para os lados entrou no carro.
Rebeca
não aguentava a angústia de não saber o que estava acontecendo. Novamente
aquele medo terrível de perdê-lo a atacava. Como naquele dia que descobrira
sobre sua doença. Sentia-se sem chão. Fechou os olhos. Em sua mente, viu David
a abraçá-la. Dizendo que sempre estaria por perto. Como queria poder ter de
volta aquele dom incrível que só ele tinha de fazê-la sorrir quando parecia
impossível. Mas aquela promessa tinha sido uma mentira. Como todas as outras
que proferiu.
De repente,
viu uma presença aproximar-se. Levantou os olhos. Era Pedro. Abraçou-o sem
pensar.
-
Rebeca... – Ele tocou sobre os cabelos dela – Por que não me ligou?
- Me
desculpa... – Ela distanciou-se lentamente – Eu só não queria te preocupar!
A
verdade, é que estava tentando ao máximo ficar longe dele, já que sabia o que
Raquel sentia.
- Como
ele está? – Perguntou a olhando fixamente.
- Ele foi
levado pra cirurgia sem consciência... – Antes que terminasse a frase, Pedro a
abraçou novamente.
David
andava pelos corredores do hospital. Ao chegar à sala de espera, surpreso
deparou-se com os dois abraçados. Ficou estático por um instante. Desviou o
olhar tentando recompor-se. Saiu rapidamente.
Tinha se
esquecido que ela e Pedro estavam juntos. Ela não precisava dele. Torceu os
pulsos.
Na sala
de cirurgia o médico operava Sr. Paulo. A operação era de alto risco. De
imediato, o aparelho que media os batimentos emitiu o som que indicava a
parada.
Após,
David encontrou-se com Sheyla em um clube perto dali.
- Eu me
senti culpado por tudo o que eu disse pra ela... – Ele falava sério – Eu fui um
idiota! Eu fiquei sabendo que o pai dela está no hospital, mas quando cheguei
lá... – Apertou firme o copo – Ela estava com o Pedro.
- E o que
esperava David? – Ela o encarou – Mas você é muita cabeça dura mesmo, não é?
Não sabe como é perigoso se aproximar da Rebeca, o Carlos pode tentar alguma
coisa contra você!...
Pâmela
chegou atrasada ao clube. Colocou rapidamente o avental de garçonete. Viu,
então, David e Sheyla em uma mesa distante.
- Chegou
atrasada de novo – A outra garçonete a indagou – Desse jeito vai ser
demitida!... Vai limpar as mesas do fundo! Eu vou servir aquela mesa ali – Apontou
pra onde David estava.
- Não! –
Pâmela apressou-se – Deixa que eu levo!
Pegando a
bandeja da amiga dirigiu-se aos dois. Porém, chegando perto ouviu algo que a
interessou. Escondeu-se a uma parede atrás da mesa deles.
-
Principalmente agora que está perto o julgamento – Continuou Sheyla sem
perceber a presença de Pâmela – Se ele descobrir que vai testemunhar contra o
seu pai, vai estar em perigo! Você viu o que ele fez com você!
Pâmela
surpreendeu-se grandemente ao ouvir isso.

Amei o capitulo, to louca pelo proximo!
ReplyDeletecontinua... Sua web ta muito boa!
beijos
Nossa agora a pamela ja sabe, conseguiu me instigar! Louca pelo poximo!
ReplyDeleteto amando a novela!
Continue postando, to curtindo muito a historia, cheia de emoçoes hein!
ReplyDeletea web ja ta no final? Se tiver coloca no fim do proximo capitulo, ok?
beijos
Amei o capitulo!
ReplyDeleteesperando pelo proximo...
xx