Desculpem-me não poder fazer a introdução hoje, meus
weblovers, pois, aconteceu uma pequena pane no sistema. E Isso é porque eles
finalmente conseguirão. Sim, estou completamente e simplesmente sem palavras!
Esta web foi capaz de silenciar qualquer tipo de capacidade de raciocínio
dentro de mim. E muitos podem estar se lembrando da última novela que me
traumatizou tanto, bom, mas se aquela me fez querer ter uma Alzheimer
prematuro, esta está mais para uma eutanásia bem lenta e com indícios de
crueldade!
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| Autor: Keya Ano: 2018 |
E após lê-la, não logo após é claro, ainda tive que ter um
dia inteiro para assimilar o choque, me peguei refletindo em como expressar
para vocês o que de fato esta trama foi, sim, pois nem eu mesma sei ao certo. Então,
mais do que uma crítica, este artigo representa minha difícil tentativa de
explicar o que tive que enfrentar. E será que já é um mal sinal eu sequer poder
lembrar sobre o que se trata o enredo?
(Após checar de novo na história)...
Duas amigas, Karen e Helen, estão tendo o nascimento de seus
filhos no exato dia, porém, um fato inusitado: eles são do mesmo pai. E como
isso aconteceu? Bom... Eu não faço ideia, pois a autora em nenhum momento se
preocupa em dizer isso a nós. Mas, seguindo... O bebê de Helen acaba falecendo.
Vendo-se transtornada então, ela decide roubar o filho da amiga e dar o dela
como morto, e, após um assassinato cometido por ela, colocar a culpa em cima da
mesma. Assim, Karen vai para a prisão, mas prometendo vingar-se da rival.
Sim, o interminável tema da vingança! Como isto está na moda,
não? Depois de Avenida Brasil parecem que todas as webs ficaram absolutamente
taradas pelo assunto, como se nada mais no mundo chamasse a atenção do público
do que mulheres pegando pulseiras com a boca ou comendo fezes! Mas longe do
problema estar em seu tema, mesmo sendo mais clichê que a Demi lovato voltando
para reabilitação, está, na verdade, em sua execução. E isso graças a um
elemento, não só presente em “seu sangue é meu drink”, mas em quase todas as
webs atualmente: a sede pelo conflito.
Não irei me alongar, pois já escrevi sobre isso e talvez
escreva outros artigos, mas o problema que vejo é que hoje em dia o propósito
deixou de ser o de encantar com uma boa história ou o de criar bons personagens,
não, mas o de abalar com cenas escandalosas umas atrás da outras. Assim, não
importa mais o que levou ao conflito, a discussão, ou seja, o drama dos
personagens, seus sentimentos, mas apenas e tão exclusivamente a briga em si. E
isso é o que ocorre nesta web: suas personas foram criadas somente para dar
vidas as gritarias histéricas, brigas e cenas de sexo escandalosas, com o
objetivo de chamar a atenção, e em nenhum momento demonstraram qualquer tipo de
personalidade, desenvolvimento ou carisma. Neste cenário, fica impossível ao
leitor sério, se relacionar com qualquer tipo de drama que se apresente ou
torcer por algum personagem, pois seu vazio e falta de propósito é evidente!
Mas isso não faria desta obra um desastre. Não. O que fez,
foi juntar a isso, a completa inabilidade em escrever-se uma história e a
insanidade incomum encontrada em suas cenas. Aí meu amigo, é como mesclar
Hiroshima e Nagasaki e explodi-las na privada de um banheiro público. O
resultado não pode ser bom, né.
A começar, pelos diálogos, mais infantis possíveis. Seus
envolvidos mais pareciam crianças de cinco anos falando, menos o conteúdo de
suas falas, este estava mais para os de pacientes de um hospício mesmo. Como
essa conversa entre Pablo e Helen em que, ela lhe conta sobre a suposta morte
da ex amiga:
Pablo: Karen morreu?
Helen: Morreu
Pablo: Que pena
Helen: Que pena nada, não faz falta
Pablo: Pra mim faz
Helen: Mas pra mim não
Pablo: Você é muito sem coração sabia
Helen: Sou mesma, idai? Cade nosso filho?
Pablo: Tá dormindo né
Helen: Ok, vai sair?
Pablo: Vou
Helen: Vai beber não é?
Pablo: Não é da tua conta
Helen: É sim!
Pablo: Vou beber idai?
Helen: É apaixonado pela Karen
Pablo: Sou mesmo
Helen dá um tapa em Pablo
Helen: Vai beber, se consolar pela morte da amada
Pablo: Me deixa em paz
Helen: Não gasta muito, a gente tá em crise
Pablo: Tá bom, não se preocupe
Helen/pensamento: Idiota, idiotaaa, é um idiota, mas eu amo! Que bom que essa bandida da Karen morreu
Pablo: Tchau querida
Helen: Tchau
???
Ou esta emocionante
discussão entre mãe e filha, após a Ana Maria descobrir o plano maligno de
Helen:
Ana Maria: Mas que não vai falar, vou falar sim
Helen: Fala e eu te mato
Ana Maria: Que meda
Helen: Que meda? Que meda né
Helen vai na cozinha, coloca uma luva e pega uma faca
Helen: Você vai querer abrir o bico "mamis"?
Ana Maria: Vou abrir o "bico" sim "filhis"
Helen: Então eu vou te matar
Ana Maria: Mata! Quero ver se você tem coragem!
Helen crava 5 facadas no coração de Ana Maria
Helen: Tô perdida, vão me levar presa... Perai, tenho uma ideia, vou visitar minha querida amiga Karen
Ana Maria: Mas que não vai falar, vou falar sim
Helen: Fala e eu te mato
Ana Maria: Que meda
Helen: Que meda? Que meda né
Helen vai na cozinha, coloca uma luva e pega uma faca
Helen: Você vai querer abrir o bico "mamis"?
Ana Maria: Vou abrir o "bico" sim "filhis"
Helen: Então eu vou te matar
Ana Maria: Mata! Quero ver se você tem coragem!
Helen crava 5 facadas no coração de Ana Maria
Helen: Tô perdida, vão me levar presa... Perai, tenho uma ideia, vou visitar minha querida amiga Karen
A infantilidade desta web é tão gritante, que até os quadrinhos
que fiz com a idade de 10 anos, eram mais maduros e coerentes. Ah e quem dera
essa infantilidade se resumisse apenas aos diálogos, mas ela transforma-se em completa
insanidade ao apresentar cenas que podiam até ser hilárias, não fosse minha
vontade de chorar.
Você pode imaginar como alguém rouba o filho de outra
pessoa? Mas nem precisa gastar seus neurônios, caro leitor, pois para Helen,
foi como colher na sopa! É só preciso chamar uma enfermeira qualquer e pedir
para que troque um bebê, assim, que nem fast food! E a mesma até chega a
perguntar “Mais alguma coisa?”, só faltava Helen responder “sim, um milk shake,
por favor!”. E para acusar alguém de crime então? Mais moleza ainda! Só basta
matar um sujeito a facadas e colocar a faca embaixo do travesseiro de outra
pessoa. Isso, sem necessitar das impressões digitais, ou a pessoa ter estado no
ambiente em que a morte aconteceu, não, pra quê, não é mesmo? Que pena que o
Adélio não pensou nisso, pois, se o que ele queria era acabar com o Bolsonaro,
era só ter colocado a faca embaixo da almofada dele, assim ele iria preso por
ter esfaqueado a si próprio! (Meu paiii me dá paciência, por favor!).
E no episódio de hoje da série “Que diabos está fazendo
ai??”, nós iremos nos perguntar o porque do casal “Fê e Paulo”, sequer
existirem nesta narrativa. O que comem? Onde vivem? Não sei, ninguém sabe,
porque nunca nada é nos dito sobre esses totais estranhos e eles aparecem de
repente e somem sem explicação alguma. Ah, mas segurem o choro, todos vocês,
porque sinto dizer que eles morrem no final da história.
BU-HU!

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- Notas
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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