
Helooo meus weblovers sedentos por webs, como vão vocês?? Eu diria que estou bem, não tão bem comparado a Scarlett Johansson, mas, ao menos melhor que aquele padre que foi empurrado. Gente, cês viram aquilo? Jesus, que horror! Ele quem caiu, mas fui eu que fiquei tombada! Mas se tem uma coisa que conseguiria derrubar alguém com mais força do que um gorda maluca subindo no palco, é a completa loucura da trama de hoje!
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| Autor(a): Erivan e Vitor Ano: 2019 |
E alguns, principalmente os que já leram esta web, podem estar pensando: “mas como assim Érika? Esta história pode não ser perfeita, mas nem chega aos pés da insanidade das narrativas que você costuma comentar aqui”. E nisso, devo dizer leitor, que você está absolutamente... errado! Isso porque, existem dois tipos de insanidade em termos literários. Mas não se preocupe, pois, explicá-los é especificamente o meu objetivo com o artigo de hoje.
Primeiro, o que faz com que uma trama tenha sentido? E a resposta para isso, talvez esteja no próprio significado ambíguo dessa palavra. “Sentido”, pode entender-se ao mesmo tempo como algo que tem senso, ou seja, que cumpre as regras normais da racionalidade (veracidade), mas também, como a direção, ou rumo que se pretende tomar. E assim, torna-se claro que, para que uma história tenha sentido, não somente é importante que ela não possua cenas como uma mulher atropelando uma criança e depois disso indo olhar as estrelas, como é crucial que ela saiba para onde ela deseja ir, em outras palavras, o que raios ela venho contar.
E este, ao meu ver, é o grande problema de “Amores passados”: ela não sabe o que ela deseja dizer. Ela inicia contando a história de Helena, que sofre nas mãos do marido e acaba perdendo seu primeiro filho. E neste detalhe apenas, já podemos ver a total desestrutura desta história, pois este fato não serve de nada para o enredo, nos levando a perguntar, porque diabos o autor o inseriu ali. E TUDO, eu repito, TUDO nesta história te leva a sentir da mesma forma. Logo, partimos para as duas filhas que Helena concebe no futuro: Norma e Ana Letícia. Acontece que a primeira, começa a sentir um ciúme mortal da irmã, sem motivo aparente nenhum, além de sentir que a mãe não a ama como a outra, ao que Helena não faz nada para reverter. E adivinhem, ela leva este ódio até a maturidade, e se transforma naquela vilã escabrosa que vocês conhecem.
Tá, até aí, até poderíamos perdoar, mesmo que, uma marmanja de 20 matando Deus e o mundo, por que a mãe não quis brincar com ela, pareça inverossímil. No entanto, de repente, rompe um verdadeiro bombardeio de tramas paralelas que nada tem a ver com o núcleo principal e cujo o leitor nada sabe sobre os personagens. Não há qualquer introdução aos seus dramas, sequer aos detalhes mínimos de quem eles são, e a história os derrama aos milhares em frente ao leitor, que não apenas se sente atordoado com tamanha informação, como excruciantemente entediado pela falta de carismas dos mesmos. E assim, está feito o desastre.
O “núcleo principal” não sabe pra onde caminha com uma mocinha sem expressão que não faz absolutamente NADA e vive alheia a tudo e a todos, apenas preocupada com seu romance sem água nem açúcar com o namorado de infância, Helena totalmente inerte, vendo seu marido a trair e não fazendo nada, e Norma, matando algumas pessoas aqui e ali, totalmente a esmo. Enquanto isso, todos as outras subtramas movendo-se sem qualquer expectativa e interesse do leitor. A sensação nesta história é realmente a de um bando de gente boiando em uma piscina de plástico: Fazem que se movem, mas não saem do lugar! E este é o destino de qualquer história que não sabe o que pretendo contar.
É evidente que o autor somente quis colocar em uma só mistura diversas coisas que ele achou dariam certo, e nenhuma vez mostrou o verdadeiro intento de contar algo para seu leitor. Ele só não contava que o mesmo não engoliria a mentira. Sim, mentira. Pois tudo o que não vem de dentro, não passa de mera cópia, conjunto de palavras e ideias obtidas pela memória, que nunca foram tiradas direto do coração do escritor, mas que de alguma forma ele esperava que entrasse no coração de seu público. Mas como toda transfusão de sangue, a regra é clara: a substância deve ser compatível. E se há duas coisas mais contrárias, é o desejo pela verdade e a palavra morta.
Então é isso gente! Gostaram? Quero agradecer a todos que estão comentando, que realmente estão lendo os artigos, e sugerindo as webs, principalmente os que dão os links, vocês já tem um espacinho no céu tá haha. Até a próxima. Beijoo e bye bye!

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Notas DIGG TV
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3. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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