Oláá meus weblovers, como vão vocês? Hum... Vejamos o que aconteceu desde a ultima vez que nos falamos... Ah sim, O MUNDO PAROU! Eventos cancelados, lojas, igrejas e escolas fechadas... É como viver o the walkind dead sem zumbis, mas um em que a população mundial não morreu, mas está em casa assistindo o BBB! Muitos dizem que não há razão para pânico, tem os que afirmam ser apenas uma conspiração e outros que já compraram a reserva de papel higiênico! Mas ao invés de discutirmos sobre qual das teorias está certa, tem uma forma de conciliar as duas! É mantendo a porra da calma e lavando a droga da mão! Certo classe?
Sim, se trata de uma das novelas mais chatas, sem propósito e bizarras já vistas por mim! E não bizarra no sentido da falta de sentido, mas pela quantidade de cenas totalmente grotescas que ela possui!
Tendo como cenário o IML, em que nosso protagonista, Adryan, trabalha fazendo autópsias, não poderíamos esperar cenas muito belas, no entanto, o tom sombrio é tão forçado que, ao invés de passar o terror proposto, ele acaba por tornar-se até mesmo cômico! Como em uma cena de briga em que, Cassie joga órgãos de uma pessoa morta sobre Geórgio! E este é o grande problema desta novela: tudo é forçado, desde de seus personagens até o seu enredo.
Adryan, nosso mocinho, é homossexual, mas aí é que está, isso é tudo o que sabemos sobre ele! Não conhecemos sua personalidade, objetivos, o que sente ou pensa, nada! Assim, logo que ele conhece Aslan, com quem tem um caso, não conseguimos entender o porque dele sentir-se impedido de ficar com o rapaz! Sim, depois ficamos sabendo que ele se sentia mal por ser gay, mas somente no meio da novela. Até lá, o leitor se vê completamente confuso quanto as razões de seu sofrimento, exacerbado ao extremo pela trama.
O que acontece, aliás, com todos os outros personagens nessa trama: nenhum deles possui carisma diante do público, pois suas características pessoais nunca são apresentadas, apenas seus sofrimentos e demandas, porém, como podemos nos importar com o lamento de alguém que sequer conhecemos?
O enredo igualmente é um grande problema, pois simplesmente NADA acontece nesta trama! Os personagens apenas giram em torno de seus sofrimentos de novo e de novo, no entanto, nunca, nenhuma vez sequer, fazem algo a respeito! Luciana é chantageada a voltar com Geórgio, aceitando suas atrocidades. Em troca de que? De que seus filos recebam a herança. Herança que ela mesma diz não querer no final da história! Então, por qual fucking reason, ela viu sua própria filha ser ESPANCADA pelo marido e não fez nada antes?
Adryan mesmo, que é forçado a realizar atos terríveis por ter sido chantageado por Geórgio, nunca, sequer uma vez, pensa em chamar a policia! Assim como Aslan que é “obrigado” pelo vilão a cometer diversos crimes, novamente, sem razão aparente da tal “obrigação”. E o autor age assim da história toda, como se o vilão Geórgio exercesse um poder quase que divino sobre as personas!
O plano final também não convence! Como pode ser que Georgio tenha tramada com o filho para gravar Adryan em um ato comprometedor, se quando ele vê Adryan cometendo o ato no início, ele parece genuinamente surpreso e é pela raiva que sente por este ato que ele de fato começa a perseguir o garoto pelo qual não tinha nada contra antes?
Mas pior que a falta de total sentido, eis que encontramos o maior erro desta trama... Seu narrador! Um narrador é aquele que conta a história, ele pode ser onisciente, ou seja, saber de tudo o que se passa na cabeça dos personagens, imparcial, ou até mesmo uma pessoa, com personalidade e características próprias.
O narrador de “alvos da sociedade”, no entanto, nunca se decide! Ele começa como um descritor imparcial, logo, porém, começa a dar palpites sobre as ações dos antagonistas em tom irônico, quase como uma critica a elas, no decorrer da novela, todavia, você descobre que ele concorda com todos estes atos, na verdade, ele é tão mau quanto o vilão. O problema é que isso não foi estabelecido de inicio, mostrando claramente que o escritor decidiu isso ao longo da web.
Ele nunca está certo, aliás, de seu tom. O escritor escreve trechos claramente a favor dos personagens, para logo depois, demonizá-los sem razão alguma. Dessa forma o leitor se vê mais tentando entender a personalidade desse narrador esquizofrênico do que prestando atenção na narrativa!
Ao fim, a razão para personagens que não possuíam personalidade, mas sofrimentos sheakeaspereanos, um enredo em que tudo o que é dito são esses mesmos lamentos sem cessar e um narrador que passa a trama toda pregando suas crenças infinitamente, é o mesmo de muitos que tenho apontado: o amor a mensagem!
O autor se encontrou tão apaixonado pela mensagem de ódio e opressão que queria gritar para sociedade que se esqueceu que se tratava de uma história! Dessa forma, seus personagens não precisavam mesmo de profundidade, ou seu enredo de sentido, eles só precisavam agir como porta vozes das suas teorias e demandas.
Quando os escritores irão aprender que somos como Rumpelstiltskin? Feitos para transformar palha em ouro? Estamos neste mundo para olhá-lo, analisá-lo, mas transformá-lo depois em beleza, encanto. Nossos sentimentos de tristeza, demandas, criticas, tudo, devem servir a esse propósito, não de mascarar a verdade, mas de mostrá-la de forma que as pessoas queiram ouvir.
No entanto, se tudo o que temos, são somente essas reclamações, de fato, tudo o que tínhamos era a palha afinal.
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| Autor(a): Hivan Martinez Ano: 2016 |
Bom, mas e depois dessa mensagem de esperança, vamos a crítica de hoje! É, se você pensou que o corona ia impedir essa coluna aqui, se enganou meu caro, ela está mais forte do que nunca! E isso porque, depois de passar pela história de hoje, o ADOROWEB acaba de se tornar imune!

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- Notas
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
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