Oiii, meus queridos leitores, tudo bem? Sim, eu sei que estavam ansiosíssimos pela estreia desta coluna no blog. O que? Não? Ok, tudo bem, perdoo vocês. Saibam que não tem problema nenhum, afinal, este é um espaciosinho especialmente dedicado aos meus pensamentos, reflexões e devaneios sobre as coisas que me cercam, então, fico mais do que honrada se vocês tirarem o tempinho de vocês pra ler, mas sempre tenho em mente que mesmo se ninguém quiser saber, eu vou falar mesmo assim haha.
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Título Original: The Blue Lagoon Diretor: Randal Kleiser Ano: 1980 |
Pra quem não sabe, como eu não sabia a um tempo atrás, a
obra cinematográfica baseia-se no livro de mesmo título de 1908 do irlandês
Henry De Vere Stacpoole. E é a história de Dicky e Emmeline, primos que acabam
naufragando em uma ilha junto a um marinheiro beberrão. Porém após sua morte,
se veem obrigados a aprenderem viver neste ambiente selvagem.
"Tá, até ai eu já sei", alguns podem dizer. Mas já
parou pra pensar que são duas CRIANÇAS, ou seja seres que não tem noção e
conhecimento algum sobre a vida?
Eles não sabiam o que era Deus (Deus cristão), religião,
sexo, casamento, emprego, enfim, absolutamente nada que caracteriza um ser
humano chamado adulto. No entanto, nós como telespectadores conseguimos
acompanhar lentamente o processo do descobrimento deles sobre eles mesmos, em
outras palavras, sobre nós mesmos. Recheado com estudos da biologia, psicologia
e filosofia, o autor captou extremamente bem as etapas dos personagens. Como a
busca do homem pelo ganho do território, quando Dick disputa e discute com um
tubarão. Nada mais é que a necessidade pela identidade e ganhos próprios. A
vontade de Emmeline de cuidar dele, e da casa, já dando sinais de seus instintos
maternos.
Adoro o momento em que o menino diz que quer um livro com
todas as respostas do mundo. Quem nunca desejou isso? É nosso anseio pela
sabedoria. Sem falar, no desenrolar do romance, mais sutil e natural impossível.
Começando pelo olhar diferente sobre o outro, o toque que sente-se agora, de
outra forma. Engraçado ver o estranhamento dos dois, que quando crianças
viam-se normalmente nus e agora não entendem o que mudou kkkk. Quando
finalmente conseguem compreender o desejo sobre o outro, encontram o descanso
para suas inquietações.
Enfim, este livro nada mais é do que um grande tubo de
ensaio. Em que as reações humanas são estudadas e refletidas. Como num Éden moderno, vemos homem e mulher construirem-se
sem a interferência de nenhum agente externo. Que maravilha de experimento!
Sem falar nas reflexões que traz para nós sobre os conceitos
mais íntimos: como seríamos em relação ao amor, religião sem as convenções da
sociedade? E pode observar, tudo é muito mais puro e honesto. Claro, o ser
humano é mal em essência, isso conseguimos perceber no filme, porém caída a
hipocrisia da vida nas multidões, é possível nos enxergarmos e lidarmos com nós
mesmos.
A verdade sobre a vida! Assim resumo este filme. Homem e
mulher, encontrando um no outro as diferenças e o conforto para enfrentarem
seus dilemas mais transcendentes. E nos mostrando quais são os verdadeiros
anseios da alma humana: o desejo por Deus e por ser amado.
Gente, eu amoooo esse filme!
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