Heloo, meus weblovers! Como vão vocês? Com saudade dessa coluninha aqui? É, pois é, eu nem vou tentar me retratar do meu sumiço, porque isso tá mais batido que usar uma referência da cultura POP novamente, então, meu plano hoje é ir direto ao assunto antes que vocês comecem a acender as tochas.
Mas, sinto dizer que isso também não será possível. Sabe aquela cena em todo filme de terror, na qual o personagem encontra algo tão aterrorizante, bizarro e terrível que ele não consegue sequer falar, mas apenas ficar parado, encarando? Bem, foi exatamente assim que me senti ao ler esta história.
![]() |
Autor(a): Igor Gonçalves Ano: 2018 |
Decidi então que só podia entregar pra vocês minha verdadeira experiência se a mostrasse ao vivo e a cores. Sendo assim, hoje farei uma espécie de reação á esta trama, na qual vocês terão acesso aos meus pensamentos e viverão comigo essa entrada no hall do inferno. Assim, segura a mão da tia que a viagem começa agora!
Cena 1/Mansão de Isadora Fellipo
Eloiza: Isadora minha irmã qurida, você poderia me emprestar 500 reais.
Isadora: Tenho agora não.
Eloiza: Mora nessa casa enorme e não tem 500 reais. Vc e pão duro.
Isadora: Você mora aqui de favor e ainda fala essa merda. Eu tenho vontade de jogar suas malas pela janela.
Tá, temos pelo visto duas irmãs, mas porque Eloiza está pedindo 500 reais? Se as duas moram na mesma mansão não faria sentido que elas tivessem o mesmo padrão de vida? E se não tem, porque?
Bom, espero que a narrativa nos conte mais tarde...
Eloiza: Eu vou pro meu emprego. Quem sabe lá eu ganho mais.
Eloiza vai pro seu emprego. Uma empresa de notebooks.
Cena 2/ Notebooks & CIA
Ela mora em uma MANSÃO e trabalha em uma empresa de notebooks? Gente, vilã nada, essa é a pessoa mais humilde que já andou na terra, isso sim!
Aliás, “Notebooks e cia”? Eu não vi um nome tão óbvio desde a versão brasileira da cerveja johnnie walker, “joão andante”!
E aqui entra a outra grande personagem desta trama, Maíra. E prepara-se para ser cativado pela personalidade desta mulher, apresentada nesse diálogo de introdução...
Maíra: Hugo hoje é meu primeiro dia de trabalho. Me deseje boa sorte.
Hugo: Boa sorte Maíra.
Rodrigo: Boa sorte mãe.
Maíra: Obrigado Rodrigo. Ixe tô atrazada.
:?
Mas o destino tem suas artimanhas e eis que juntará essas duas mulheres em um emcontro épico, do qual resultará uma grande rivalidade!
Cena 4/ Notebooks & CIA
Maíra: Bom dia: Meu nome é Maira. Sou a nova técnica.
Flavio: Bem, já pode começar.
Eloiza: Quem é essa fulana? Será que tá aqui pra roubar meu emprego?
Cena 7/ Notebooks & companhia
Flavio: Maíra seu trabalho está excelente.
Maíra: Obrigado. Bom, tá na minha hora. Até amanhã.
Eloíza: Essa fulaninha acha que é gente - pensa Eloiza.
Flavio: Eu queria falar com você Eloiza.
Eloiza: Pode falar. Quer me demitir?
Flávio: Acertou. Você não chega na hora certa, não trata bem os clientes. Não dá pra continuar.
Eloiza: Culpa da fulaninha.
Flavio: Ela veio pra te substituir. Aqui seu dinheiro.
Flavio dá o dinheiro pra Eloiza.
Eloiza: Eu vou me vingar dessa putinha.
Continua...
Pisco os olhos várias vezes, pois devo estar delirando... Quer dizer, que é isso? Não, não pode ser...
A trama central não é... sobre isso, é?
ÉÉÉÉÉ?
Não... Não é possível...
Sim! Nós estamos lendo isso, caro leitor, não se trata de um sonho, nem um devaneio, este é o lugar em que estamos neste momento:
Estamos prestes a ver a batalha épica travada entre duas mulheres para ver quem será a técnica da notebooks e cia! Palmas, senhores e senhores, pois essa conseguiu: esse é realmente o enredo mais idiota criado desde “Rubber, o pneu assassino”!
Bom... mas já que adentramos à essa dimensão paralela, veremos ao menos qual será o grande plano da malvadona...
Como??
Mas o que o C# tem a ver com as calça?? Se ela quer se livrar tanto dessa mulher, porque não atropela logo? E ela quer o marido da Maíra? O cara que ela viu pela janela por 5 segundos?
Esse enredo consegue surpreender cada vez mais...
Seguimos...
Finalmente, depois de alguns capítulos inúteis, quer dizer, mais inúteis que os outros, Eloiza consegue sua vingança armando para que Hugo veja a mulher com outra. E o amor, mais isntantâneo que miojo cru, acontece.
E acho que neste momento minha mente começava a adentrar a paranóia completa desta loucura, quando eu lembrei sobre a empresa de notebooks. Afinal, não era sobre isso que toda essa idiotice começou? Ela não vai voltar lá e pegar o emprego de volta... Mas, esqueçam, meus caros porque nunca mais ouviremos falar disso novamente.
Em seguida, Maíra decide se vingar e agride Eloíza. Ao que ela não vai deixar barato!
Elas levam a moça para um galpão abandonado, quando, de repente, completamente do nada, em um ataque de consciência ou de esquizofrenia, Carol decidi que não acha tão certo matar e sequestrar alguém.
Dias se passam e se o roteiro já estava uma obra prima, de repente, a antagonista se lembra que a irmã dela existe na trama.
Enquanto isso, Maíra e o filho se encontravam.
Olha, responder essa pergunta exigiria uma equação mais complicada que a necessária para a teoria das cordas. Se nem o leitor que tá lendo conseguiu descobrir, quem dirá ela, né...
Eloiza, então rompe com o namorado em um emocionante diálogo.
Agora, o plano contra a irmã já estava sendo efetuado e a polícia aparece a incriminando por um assassinato que Eloiza cometeu. E qual é a surpresa quando eu disser que é sem prova nenhuma? Aparentemente a polícia sai prendendo pessoas á base do “ela me disse”...
Mas, quer saber? Apartir daqui eu aceito tudo contanto que isso acabe logo!
Você e eu não podíamos querer mais dessa narrativa maginífica, porém eis que ainda temos um PLOT TWIST, senhoras e senhores, em que a vilã revela o verdadeiro motivo de ela ter se vingado de Maíra:
Uau! Depois dessa, eu juro que fiquei sem palavras! Não pela revelação, mas porque sabia que faltava o diazepan nessa web, agora a perda de memória...
Como, me respondam, Eloiza conhecia Maíra, se no começo ela disse isso?
E é claro que temos uma perseguição de carro no final, da qual a malvadona morre, porque o que mais um clichê de novela mexicana pode fazer com essa história que já está impecável?
ÉÉÉÉÉ?
Eloiza: Táxi, segue aquele carro.
O taxi segue o carro de Maira.
Eloiza: Aqui deve ser a casa daquela piranha...
Eloiza: Eu preciso dar um jeito de me aproximar dessa familia...
Não... Não é possível...
Cena 9/ casa de Maíra e Hugo
Maíra: Tão tocando interfone. Vou la atender.
Eloiza: Oi. Meu nome é Eloiza. Vocês estão precisando de empregada?
Maíra: Bem, se for barata eu quero sim.
Eloiza: Achou a pessoa certa. Minha faxina é 80.
Sim! Nós estamos lendo isso, caro leitor, não se trata de um sonho, nem um devaneio, este é o lugar em que estamos neste momento:
Estamos prestes a ver a batalha épica travada entre duas mulheres para ver quem será a técnica da notebooks e cia! Palmas, senhores e senhores, pois essa conseguiu: esse é realmente o enredo mais idiota criado desde “Rubber, o pneu assassino”!
Bom... mas já que adentramos à essa dimensão paralela, veremos ao menos qual será o grande plano da malvadona...
Cena 1/rua
Eloiza: Alô Carol?...
Eloiza: Tava precisando dos seus serviços.
Cena 4/bar
Eloiza: Então Carol, eu tô interessada num homem e quero me vingar da mulher dele.
Eloiza: Eu vou me infiltrar na casa dela como empregada. E depois...
Carol: E depois?
Eloiza: E depois você atropela ela.
Como??
Mas o que o C# tem a ver com as calça?? Se ela quer se livrar tanto dessa mulher, porque não atropela logo? E ela quer o marido da Maíra? O cara que ela viu pela janela por 5 segundos?
Esse enredo consegue surpreender cada vez mais...
Seguimos...
Ao abrir a porta eles vêem Maira e Carol nuas na cama.
Hugo: Mairaaaaaaaa.
Eloiza: O que foi seu Hugo?
Hugo: Seu rosto, sua pele.
Eles se beijam.
E acho que neste momento minha mente começava a adentrar a paranóia completa desta loucura, quando eu lembrei sobre a empresa de notebooks. Afinal, não era sobre isso que toda essa idiotice começou? Ela não vai voltar lá e pegar o emprego de volta... Mas, esqueçam, meus caros porque nunca mais ouviremos falar disso novamente.
Em seguida, Maíra decide se vingar e agride Eloíza. Ao que ela não vai deixar barato!
Eloiza: Vamo sequestrar ela. E depois ameaçar matar. Quero ver sofrimento nessa porra. Hahaha.
Carol: Pode ser amanhã?
Elas levam a moça para um galpão abandonado, quando, de repente, completamente do nada, em um ataque de consciência ou de esquizofrenia, Carol decidi que não acha tão certo matar e sequestrar alguém.
Carol: Eu cansei Eloiza. Eu vou é te denunciar.
Eloiza: Você não vai.
Carol: Vou sim.
As duas brigam. Carol dá um tapa em Eloiza e sai correndo.
Neste momento Eloiza pega uma arma e atira três vezes na direção de Carol.
Maira se aterroriza.
Eloiza: Eu matei a CAROL!
Dias se passam e se o roteiro já estava uma obra prima, de repente, a antagonista se lembra que a irmã dela existe na trama.
Hugo roncava.
Eloiza pensando: Aff que cara nojento. Quer saber. Cansei dele. A fortuna da lsadora vale mais.
Enquanto isso, Maíra e o filho se encontravam.
Rodrigo: Mãe. Eu quero desmascarar a Eloiza. E eu tenho provas.
Maira: Essa mulher acabou com minha vida. Mas porque?
Olha, responder essa pergunta exigiria uma equação mais complicada que a necessária para a teoria das cordas. Se nem o leitor que tá lendo conseguiu descobrir, quem dirá ela, né...
Eloiza, então rompe com o namorado em um emocionante diálogo.
Eloiza: Eu simplesmente não aguento mais você. ESSES SEUS RONCOS ME INCOMODAM. VOCÊ É UM MERDA. E EU ESTOU SAINDO DESSA CASA.
Hugo: O quê? Quem não quer você mais sou eu.
Ele dá um tapa em Eloiza.
Eloiza: Quer saber de uma coisa? Foi eu que armei aquele flagrante da Maíra.
Ela sai e manda beijinho no ombro.
Agora, o plano contra a irmã já estava sendo efetuado e a polícia aparece a incriminando por um assassinato que Eloiza cometeu. E qual é a surpresa quando eu disser que é sem prova nenhuma? Aparentemente a polícia sai prendendo pessoas á base do “ela me disse”...
Mas, quer saber? Apartir daqui eu aceito tudo contanto que isso acabe logo!
A campainha toca.
Julia atende. É a polícia.
Policial: Dona lsadora Felippo. Você está presa pela morte de Soraya Ferreira.
Isadora: O que?
Você e eu não podíamos querer mais dessa narrativa maginífica, porém eis que ainda temos um PLOT TWIST, senhoras e senhores, em que a vilã revela o verdadeiro motivo de ela ter se vingado de Maíra:
Eloiza: Eu sou apaixonada por você desde a faculdade. Você não deve lembrar de mim né? Você nunca me deu bola. Nós seguimos lados diferentes. Até que eu descobri que você roubou meu emprego naquela empresinha mixa de notebook. Então eu armei muito. Te atropelei, armei o flagrante, roubei seu marido hahahaha. E nao consegui você.
Uau! Depois dessa, eu juro que fiquei sem palavras! Não pela revelação, mas porque sabia que faltava o diazepan nessa web, agora a perda de memória...
Como, me respondam, Eloiza conhecia Maíra, se no começo ela disse isso?
Eloiza: Quem é essa fulana? Será que tá aqui pra roubar meu emprego?
E é claro que temos uma perseguição de carro no final, da qual a malvadona morre, porque o que mais um clichê de novela mexicana pode fazer com essa história que já está impecável?
Ah mas não, peraí, pode ficar melhor, ela sobrevive, sim, também sem explicação nenhuma, pra quê, não é mesmo? Como Jesus, a mulher aparece caminhando agora em outro país, até que um TSUNAMI acontece e ela morre, afinal, não poderíamos terminar sem uma grande produção não é mesmo? Traz a Record pra fazer o mar se abrir e ela voando por cima e ficaria melhor ainda!
No entanto, não tem como não dizer que este final não fecha o ciclo perfeitamente:
Começou ruim e terminou ruim.
Eu costumo dizer que já li muitas histórias idiotas e quem acompanha a coluna sabe que é verdade. Mas, tenho que adimtir, eu nunca havia lido algo como isso. Não é por suas cenas serem fora da casinha, eu já vi coisas piores, nem por erros de sentido, mas por ser a coisa mais aleatória possível. A sensação é de que o autor simplesmente jogou palavras como quem atira tomates na parede. Na maioria das vezes, mesmo as obras toscas parecem ter sido planejadas, mas essa... é o tipo de coisa que alguém escreveria para testar o novo ditor de texto de tão sem falta de propósito para absolutamente tudo!
Sendo assim, meu sentimento de choque precisou ser expresso com essa reação, que nem sei se digo reação pois até agora estou sem nenhuma. Mas, ao menos espero que tenha servido para essa crítica. Quanto a mim, procurarei ajuda profissional, creio que ainda vejo notebooks sobrevoando como espectros sobre minha mente...
Até a próxima weblovers! Beijo e bye bye!

_______________________
Notas
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
No entanto, não tem como não dizer que este final não fecha o ciclo perfeitamente:
Começou ruim e terminou ruim.
Eu costumo dizer que já li muitas histórias idiotas e quem acompanha a coluna sabe que é verdade. Mas, tenho que adimtir, eu nunca havia lido algo como isso. Não é por suas cenas serem fora da casinha, eu já vi coisas piores, nem por erros de sentido, mas por ser a coisa mais aleatória possível. A sensação é de que o autor simplesmente jogou palavras como quem atira tomates na parede. Na maioria das vezes, mesmo as obras toscas parecem ter sido planejadas, mas essa... é o tipo de coisa que alguém escreveria para testar o novo ditor de texto de tão sem falta de propósito para absolutamente tudo!
Sendo assim, meu sentimento de choque precisou ser expresso com essa reação, que nem sei se digo reação pois até agora estou sem nenhuma. Mas, ao menos espero que tenha servido para essa crítica. Quanto a mim, procurarei ajuda profissional, creio que ainda vejo notebooks sobrevoando como espectros sobre minha mente...
Até a próxima weblovers! Beijo e bye bye!

_______________________
Notas
1. Essa coluna está protegida pela lei nº 9.610/1998, Art. 46 III, que protege a utilização de qualquer obra ou trechos dela, em qualquer mídia ou meio de comunicação para fins de crítica, estudo, ou polêmica.
2. Este quadro não tem como intuito rebaixar ou menosprezar qualquer autor ou obra, mas sim, de abrir um diálogo em prol da qualidade literária.
Estou passando mal com essa crítica.
ReplyDelete